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Card. Hummes: "Mais autonomia para diáconos permanentes casados"

26.09.2016

 

Dom Claudio Hummes no Vaticano em setembro - RV

 

 

Cidade do Vaticano  – Quais são os maiores desafios para a Igreja na Amazônia? Que balanço o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Comissão Episcopal da Amazônia da CNBB, pode fazer, depois de visitar dezenas de prelazias e dioceses na região? E ainda, quais são as indicações do Papa Francisco para enfrentar questões como a carência de sacerdotes nas comunidades amazônicas? Em entrevista à RV, o Cardeal, também Presidente da Rede Eclesial Pan-amazônica, REPAM, fala da preocupação e das propostas abordadas em seus encontros com o Pontífice, na Casa Santa Marta.

 

 

Visitas são muito bem recebidas

 

“Fazer estas visitas foi uma ideia feliz. Vale a pena, sou muito bem acolhido pelos bispos que visitamos. Na verdade, é bom ressaltar que são visitas; eu não vou lá para cobrar alguma coisa, para dirigir ou ter algum tipo de poder de decisão, não. Nossas visitas são fraternas. Faço-as em nome da CNBB e de alguma forma também em nome do Papa, que está feliz que as façamos. O povo gosta de ouvir falar sobre a Amazônia, mas também sobre o Papa, então a acolhida é sempre boa. Fazemos celebrações, encontros, palestras, e sobretudo a grande problemática da Amazônia e da Igreja missionária na Amazônia. Quando o Papa e eu estamos juntos sempre falamos da Amazônia”.

 

A carência de ministros ordenados

 

“Sempre se tem conversado sobre os desafios da Igreja ali. O Papa acompanha muito de perto e um dos grandes desafios de que sempre conversamos é a falta de ministros ordenados. Em grande parte das comunidades, pouquíssimas vezes há a Eucaristia, não tem confissão sacramental, e não tem unção dos enfermos porque faltam padres”.

 

Situação está mais grave do que há alguns anos

 

“Vemos também hoje que a presença física de padres nas aldeias indígenas também é menor do que já era uma vez, e vamos percebendo que isto já é uma vocação muito especial, a de um padre realmente missionário, que vai lá morar e viver com eles nas aldeias – o que seria o ideal. Até os sociólogos os dizem, que nós perdemos porque não temos mais ninguém lá, ao posto que os outros, pentecostais, por exemplo, instituem com facilidade pastores nas aldeias, e nós não temos alguém presente ali, que esteja ali sempre. Então essas questões a gente discute, aprofunda e conversa”.

 

Maior presença e autonomia dos diáconos permanentes casados

 

“O Papa insiste muito atualmente que as dioceses e prelazias da Amazônia invistam muito mais em diáconos permanentes casados para começar esta presença maior. É isto que ele está insistindo no momento. Depois, ele diz: ‘futuramente se verá como isso vai. Ele tem muita preocupação com isto: ter gente que mora ali dentro. Além disso, o diácono que assume uma ou um grupo de aldeias deve ter uma autonomia maior de trabalho do que tem hoje normalmente. Tudo isso significa que deve ser elaborado um esquema pastoral para que este diácono possa ter mais autonomia e sentir-se realmente responsável por esta comunidade; e não apenas alguém que ajude o padre, que é pároco de uma grande área”.

 

“Como fazer tudo isso? São estas as questões que a gente vai conversando”. 

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