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Jovem cristão é preso no Paquistão por curtir post "blasfemo" no Facebook

30.09.2016

 

 

Imagem referencial. Foto: Pixabay / Domínio público.

 

 

ROMA - Um jovem cristão foi detido recentemente no Paquistão por “curtir” uma publicação supostamente blasfema contra o islã no Facebook.

 

Segundo informou o jornal britânico ‘The Independent’, o agente policial Akhtar Ansari explicou que o jovem, que é menor de 18 anos, foi detido depois que a publicação “inapropriada” foi reportada por um muçulmano, que a considerou ofensiva.

 

A publicação, segundo as autoridades, incluía uma fotografia da Caaba, na Meca, uma construção em forma de cubo, considerado o local mais sagrado para os muçulmanos.

 

Outro policial, Shahbaz Ahmed, disse à agência AFP que o jovem foi acusado de “ferir os sentimentos religiosos dos muçulmanos e dessacralizar o lugar religioso”.

 

Em julho de 2016, a agência vaticana Fides advertia sobre o progressivo aumento das denúncias por “blasfêmia digital” no Paquistão. As denúncias se realizam com ou sem provas, apoiadas na chamada lei de blasfêmia regida nesse país.

 

Em declarações à Fides, o Pe. Emmanuel Parvez, da diocese de Faisalabad, em Punjab (Paquistão), explicava que “acontece sempre assim: um cristão é acusado, a acusação deve ser demonstrada, entretanto, toda a comunidade corre o risco de uma punição coletiva”.

 

Um dos casos reportados pela agência Fides foi o do cristão James Nadeem, detido por ter enviado uma mensagem supostamente blasfema por WhatsApp. Ele foi denunciado pelo seu próprio amigo, Yasir Bashir.

 

A lei de blasfêmia no Paquistão agrupa várias normas contidas no Código Penal inspiradas diretamente na Sharia – lei religiosa muçulmana – para sancionar qualquer ofensa de palavra ou obra contra Alá, Maomé ou o Corão.

 

Um cristão acusado de blasfêmia pode ser até condenado com pena de morte.

 

Um dos casos mais emblemáticos de cristãos acusados falsamente de blasfêmia contra o islã é o de Asia Bibi, uma mãe de família que espera a aplicação de sua condenação à morte desde 2010, depois de uma acusação injusta de ofender Maomé.

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