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TAILÂNDIA - Com o pesadelo da “blasfêmia budista”, a Igreja prepara o Outubro missionário

02.10.2016

 

 

Bangcoc - "Nesta fase, sob um poder militar, a sociedade e principalmente os jovens lamentam a falta de liberdade e de pluralismo: não se pode criticar o governo. Mas nossas atividades pastorais não foram atrapalhadas nem alteradas”: é o que diz à Agência Fides pe. Peter Watchasin, Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias na Tailândia, falando sobre a preparação da Igreja para o “Dia Mundial das Missões”, no próximo 23 de outubro.

 

Segundo alguns observadores, a nova Constituição da Tailândia, aprovada no mês passado, pode ameaçar a harmonia religiosa no país por causa de uma disposição que impõe ao Estado a promoção do Budismo Theravada, religião majoritária na nação. O que mais preocupa, sobretudo as minorias religiosas cristãs, é a possível aplicação da ‘blasfêmia’.

 

A nova Carta prevê, no art. 67, que “o Estado estabeleça medidas e mecanismos para prevenir a profanação do budismo em qualquer forma, e encoraja a participação de todos os budistas na aplicação de tais medidas e mecanismos”. Consequentemente, todo ato interpretado como “ameaça” ou “vilipêndio” ao budismo pode ser objeto de intervenção e repressão por parte do Estado. Para evitar potenciais problemas causados por uma interpretação rígida desta disposição, o Primeiro-ministro Chan-o-cha Prayut, em portaria emitida em 22 de agosto, confirmou que o Estado “protege todas as religiões reconhecidas” e apoia “todas as crenças que contribuem ao progresso da nação”, sem violar a lei e os princípio de unidade nacional.

 

A intenção do governo é prevenir o surgimento de conflitos religiosos na sociedade. Nesta situação, “a comunidade católica – conclui pe. Watchasin – não interfere em questões políticas, mas procede com suas atividades: estamos preparando o Outubro missionário, depois que a Igreja viveu o seu especial Sínodo em 2015. À luz desta assembleia, como católicos, estamos em busca de novos caminhos para encarnar o Evangelho no país e vive-lo na sociedade, na economia, na política, para contribuir ao bem comum da nação”.

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