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Irã: Surpreende número de conversões ao cristianismo no país dos ayatolás

03.10.2016

 

Cristãos iranianos na espera do Ano Novo - AP

 

Teerã  -  O Irã ocupa a nona posição na lista da Open Doors, dos países mais perigosos para os cristãos: a abertura de igrejas é proibida e a conversão da religião de Estado, o Islã, é punível com a morte para os homens e a prisão para as mulheres. Somente no último ano, mais de 100 cristãos foram mortos ou torturados. Não obstante isto, o cristianismo tem crescido de maneira surpreendente no país dos ayatolás.

País com maior aumento de cristãos

 

Em 2015, a organização missionária Operation World indicou o Irã como o país no mundo em que a população cristã, predominantemente evangélica, cresce mais rapidamente, com um aumento anual estimado em 19,6%.

 

De fato, nos últimos dois decênios, o número de iranianos convertidos ao cristianismo seria superior àquele calculado nos precedentes 13 séculos.

 

Mais de 1 milhão

 

Hoje, segundo dados da Christian Solidarity Worldwide - organização cristã comprometida na defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa - seriam mais de um milhão os iranianos convertidos ao cristianismo. E as dificuldades enfrentadas pelos cristãos no país seriam, precisamente, um dos motivos de seu crescimento.

 

Na prática, liberdade religiosa é violada

 

Não obstante a Constituição iraniana reconheça cristãos, judeus e zoroastrianos como minorias religiosas protegidas, o governo continua a utilizar leis religiosas especiais para oprimir reformistas, ativistas políticos, defensores dos direitos humanos e das minorias religiosas. Ou seja, se na teoria a liberdade religiosa é protegida, na prática ela é violada e não garantida.

 

Condenações à morte

 

Sob o Presidente Hassan Rouhani, as violações dos direitos humanos - entre os quais o direito à liberdade religiosa - pioraram sensivelmente. O Irã condena à morte mais do que qualquer outro país no mundo e uma importante parcela dos mortos pertence às minorias religiosas.

 

Os cristãos no Irã, no geral são acusados de realizar ações contra a segurança nacional, de espionagem, ou também de apostasia e blasfêmia.

 

Certamente, nem todos os cristãos acabam na prisão, mas viver abertamente a sua fé é arriscado. No total, CSW refere que cerca de 120.000 pessoas foram justiçadas desde 1981 pelas suas convicções políticas ou religiosas. 2.500 das quais foram enforcadas por Rouhani, que subiu ao poder em 2013. Ele havia prometido proteger os direitos humanos e a igualdade de todos os cidadãos do Irã, mas na práticas estas promessas foram descumpridas.

 

Diáspora iraniana

 

Em tal contexto, o desenvolvimento do cristianismo é muito grande e não limitado unicamente ao Irã. O aumento é verificado também na diáspora iraniana, em países como o Reino Unido, Estados Unidos, Turquia, Alemanha e Canadá, onde os cristãos iranianos são muito ativos nas mídias. Existem, de fato, diversos canais satelitares que transmitem pregações do Evangelho na língua farsi.

 

Historicamente, a Igreja iraniana conseguiu não somente resistir, mas se fortaleceu nos momentos de perseguições e de perigo, e o irã confirmaria este dado.

 

Efeito contrário

 

Outro fator que teria favorecido a conversão ao cristianismo, seria a má propaganda que o regime dos mulá fez do Islã. As restrições à liberdade de expressão, aos direitos das mulheres, à violência, as perseguições aos ativistas dos direitos humanos, dando uma imagem muito ruim do Islã e isto pode ter levado muitos iranianos, em particular as jovens gerações, a buscar alternativas no cristianismo.

 

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