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Guerra no Iraque: Papa pede que população seja firme na esperança

25.10.2016

Foto: pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Iraque

 

VATICANO - O Papa Francisco expressou sua preocupação pelas notícias que chegam do Iraque e que denunciam que o Estado Islâmico (ISIS) está usando civis – incluindo crianças – como escudos humanos para proteger-se da ofensiva militar lançada pelo exército iraquiano e pelas forças da coalizão para recuperar Mossul.

 

“Nestas horas dramáticas, faço-me próximo de toda a população do Iraque, em particular, da população da cidade de Mossul”, disse Francisco depois de rezar o Ângelus dominical.

 

O Pontífice expressou: “Nosso ânimo se encontra abalado com os cruentos atos de violência que há muito tempo têm sido cometidos contra os cidadãos inocentes, tanto muçulmanos quanto cristãos, bem como pertencentes a outras etnias e religiões”.

 

“Sinto-me entristecido com as notícias do assassinato a sangue frio de numerosos filhos daquela terra, entre os quais também muitas crianças. Essa crueldade nos faz chorar, deixando-nos sem palavras”, acrescentou.

 

O Santo Padre une sua palavra de solidariedade à asseguração de sua recordação na oração, a fim de que o Iraque, mesmo duramente atingido, se mantenha “firme na esperança de poder caminhar rumo a um futuro de segurança, de reconciliação e de paz”. “Por isso, peço a todos vocês que se unam a minha oração em silêncio”, afirmou.

 

Mossul, uma das principais cidades do Iraque, foi capturada pelo ISIS em junho de 2014. Nas semanas seguintes, os terroristas expulsaram centenas de milhares de cristãos que se negaram a se converter ao islã sob ameaças de serem decapitados ou escravizados. Também foram desterrados os membros de outras minorias religiosas que não aceitaram respeitar as regras do Estado Islâmico.

 

Além desta tragédia humanitária, depois da captura de Mossul, o líder do ISIS, Abu Bark al Baghdadi, anunciou no dia 29 de junho de 2014 a criação do califado – com a sua capital em Raqqa – nos territórios ocupados na Síria e no Iraque.

 

Entretanto, após duros combates, o exército iraquiano apoiado pela coalizão foi recuperando territórios, sobretudo na planície de Nínive, onde há vários povoados cristãos, e lançou nos últimos dias uma ofensiva para retomar Mossul.

 

Em meio desta ofensiva, a ONU denunciou na sexta-feira que, aproximadamente 550 famílias iraquianas foram forçadas pelo ISIS a abandonar as suas casas e mudar-se para Mossul para serem usados como escudos humanos.

 

“Existe o grave perigo de que os combatentes do Daesh (cujo o nome significa ISIS) não só usem estas pessoas vulneráveis como escudos humanos, mas optem por matá-las ao invés de libertá-las, alertou o Alto Comissionado para os Direitos Humanos, Zeid Raad al-Husein.

 

Nesse sentido, a rede CNN informou no último sábado que o ISIS matou 284 homens e crianças, ao usá-los como escudos humanos.

 

Segundo a fonte anônima iraquiana citada pela CNN, os terroristas usaram também um ‘bulldozer’ para enterrar os corpos em uma fossa comum, em uma área da desaparecida Escola de Arquitetura de Mossul.

 

 

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