• Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Instagram Social Icon
  • Google+ Social Icon

Recordando aqueles que nos precederam

02.11.2016

Estimados Diocesanos! O cristão, na fé em Cristo Jesus, celebra a vida como dom de Deus. Pela mesma fé no Senhor ressuscitado, recorda também todos os entes queridos que o precederam. 

 

A morte sempre foi um mistério para o ser humano. Ao longo da história, muitos tentaram resolver este mistério com a força do intelecto, através do pensamento e das correntes filosóficas. Mas diante da morte, nós podemos também ter uma atitude de contemplação, que não busca resolver o mistério, mas fazê-lo viver. Lá onde vive o mistério, se abre também o espaço para a fé, que é relação com Deus, com aqueles que nós amávamos. Os que partiram passaram a porta da misericórdia, para receber o abraço da ternura do Pai misericordioso, mas a presença deles pode continuar viva no nosso coração. 

 

É a ressurreição de Cristo a lente pela qual cada cristão deve ler a vida e a morte. Não é leitura cristã se não parte da ressurreição. A experiência da morte se faz presente na vida de cada um de nós toda vez que somos tocados ou feridos pela perda de um amigo ou de um familiar. É uma experiência que pode despertar em nós interrogações, rebelião interior por não aceitar a perda que traz dor e sofrimento, ainda que de forma passageira. A dor que atinge o nosso coração pode ser provocada pela separação da pessoa amada, pelo sofrimento a que é acometida na enfermidade, pela sensação de não tê-la amado o suficiente. Diante da morte, também, podemos manifestar gratidão a Deus e aos nossos entes queridos por termos tido a oportunidade de vivermos ao lado deles, por tudo aquilo que deles recebemos e pelo testemunho de fé que nos deixaram.

 

Celebrar o dia de todos os fiéis defuntos nos faz recordar que a vida é uma peregrinação, que tem continuidade para além da dimensão terrena se a olharmos sob a luz da nossa fé na vitória de Jesus sobre a morte. “Quando se sabe que o poder da morte foi vencido, quando o milagre da ressurreição e da vida nova ilumina o mundo da morte, não se pretende a eternidade desta vida e não se exige dela o tudo ou nada, mas se agarra aquilo que ela dá; coisas boas e ruins, importantes ou não, alegrias e dor... nos contentamos do tempo que toca a cada um e não se atribui caráter de eternidade às coisas desta terra...” (D. Bonhoeffer)

 

Autor: Dom José Gislon

Bispo de Erexim - RS

Please reload

DESTAQUE

21 sugestões para viver melhor esta Sexta-Feira Santa

18 Apr 2019

1/10
Please reload

April 18, 2019

April 18, 2019

Please reload