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Homilia de Dom Fernando Antônio Figueiredo

04.11.2016

Lc 16,1-8 - Parábola do administrador infiel

 

 

 

Jesus conta a parábola de um administrador, que está sendo acusado de gerir mal os negócios do seu patrão. Prevendo ser despedido, ele age habilmente, e toma medidas urgentes e inadiáveis, de acordo com os poderes que ainda possuía: altera o livro de contas e reduz as dívidas dos clientes do patrão, pensando, mais tarde, ser acolhido por eles.  

 

Ao concluir a parábola, embora desaprove a ação fraudulenta do administrador, Jesus reconhece sua habilidade e agudeza de espírito. Como um dos “filhos deste mundo”, ele agiu com sagacidade e inteligência, permanecendo dentro dos ideais humanos, voltados somente para os interesses egoístas e para as vantagens temporais. Pois bem, se ele emprega as riquezas como meio para adquirir amigos, também os “filhos da luz”, seus seguidores, em contraposição aos “filhos do mundo”, deverão agir de modo decidido para granjear amigos, que os acolham no Reino dos Céus: no plano espiritual, eles hão de empregar os bens deste mundo para ajudar os pobres, os desprotegidos, os simples, os doentes e os oprimidos.  

 

No final do relato, a reprovação do Senhor ao mau administrador é explícita. Além de declará-lo infiel e desonesto, o Senhor lança um vigoroso apelo para que os “filhos da luz” superem a sagacidade dos “filhos do mundo”, porque as decisões, que forem tomadas neste mundo, terão uma repercussão eterna: tudo depende do conjunto dos atos realizados diante de Deus, sob “o sol da Aliança”, no cumprimento de sua vontade. Nesse sentido, exclama S. Agostinho: “O administrador infiel provia uma vida que deve terminar. E tu não queres prover aquela que é eterna? ”. Nesse nosso tempo, há de se ter a convicção de que a Aliança com Deus se efetiva, quando os filhos da luz respeitam seus semelhantes e se aplicam às obras de misericórdia, como bem expressa S. Ambrósio, ao declarar: “Os peitos dos pobres, as casas das viúvas, as bocas das crianças são os celeiros que permanecem na eternidade”. 

 

 

Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM

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