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Direitos Humanos: Fundação pontifícia denuncia "hiper extremismo" islamita

Vídeo: Agência Ecclesia

    

Relatório da Liberdade Religiosa no mundo 2014-2016 sublinha aumento das perseguições contra cristãos

 

Lisboa - A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) publicou hoje uma nova edição do relatório da Liberdade Religiosa no Mundo, na qual denuncia as consequências do “hiper extremismo” islamita e as perseguições contra cristãos.

 

O documento, enviado à Agência ECCLESIA, analisa o período de junho de 2014 a junho de 2016, concluindo que, nestes dois anos, o mundo “viu surgir um novo fenômeno de violência com motivação religiosa, que pode ser descrita como hiper extremismo islamita, um processo de radicalização intensificada, sem precedentes na sua expressão violenta”.

 

O fenômeno é caraterizado pelo “sistema radical de lei e governo” e por “tentativas sistemáticas de aniquilar ou afastar todos os grupos que não se conformam à sua perspetiva”.

 

A AIS alerta para o “tratamento cruel das vítimas” e a “exibição de violência extrema”, sublinhando o “impacto tóxico” deste hiper extremismo.

 

A liberdade religiosa diminuiu em 11 dos 23 países com “piores infrações” a este direito; dos 38 países com violações mais significativas da liberdade religiosa, 55% permaneceram estáveis e apenas em 8% a situação melhorou.

 

O relatório aponta o dedo a “atores não-estatais”, ou seja, organizações fundamentalistas ou militantes como “responsáveis pela perseguição religiosa” em 12 países.

 

Nalguns Estados do Médio Oriente, incluindo a Síria e o Iraque, este “hiper extremismo” está a eliminar “todas as formas de diversidade religiosa”, provocando, noutras regiões, uma “repentina explosão de refugiados”.

 

“A intenção é substituir o pluralismo por uma monocultura religiosa”, adverte a fundação pontifícia.

 

No Ocidente, o impacto de ações de “fanáticos” tem vindo a “destabilizar o tecido sociorreligioso”.

 

O prefácio do relatório é assinado pelo padre Jacques Mouradque foi detido pelo Daesh, mas fugiu cinco meses depois.

 

Catarina Martins Bettencourt, diretora do secretariado português da AIS, aborda hoje as conclusões do estudo em entrevista ao Programa ECCLESIA (RTP2).

 

A responsável sublinha que os cristãos são o "grupo mais perseguido" entre as várias confissões religiosas, admitindo que nos próximos cinco anos possam "desaparecer" algumas comunidades cristãs no Médio Oriente.

 

"Há um claro retrocesso na liberdade religiosa no mundo", alerta.

 

Em Portugal, o documento vai ser lançado esta quinta-feira, em Lisboa, dando início a uma semana de conferências e de vigílias de oração pelos cristãos perseguidos, com a presença do arcebispo de Erbil (Iraque), D. Bashar Warda, e da irmã Guadalupe, religiosa argentina que vive na Síria.

 

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