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A mais bela lembrança que o Papa Francisco guarda de Buenos Aires

18.11.2016

 

Foto: Papa Francisco/Vaticano

 

ROMA - Para o Papa Francisco, uma das lembranças mais belas do tempo em que serviu como Arcebispo de Buenos Aires, na Argentina, é a Missa das crianças que celebrava como pároco na igreja de São José, na localidade de San Miguel.

 

“A igreja estava cheia de crianças. Os estudantes (do Colégio Máximo, que ficada ao lado da igreja) iam buscar crianças por todos os bairros e vinham muitos. Vinham ao Colégio, que tem espaços grandes, e brincavam. Eu celebrava sempre a Missa das crianças e, no sábado, ensinava o catecismo. Não era todas as semanas, porque não podia, mas muitas vezes. E assim cumpria o voto que Santo Inácio faz todos os jesuítas professos prestarem de ensinar as crianças”.

 

O Papa explica que, para ele, “o mais belo era a Missa das crianças”. “Lembro o primeiro domingo da Quaresma. Havia mais de 300 crianças. ‘Fique quieto, você... e você, venha...’. E depois começava um verdadeiro teatro!”, conta na conversa com Pe. Antonio Spadaro e que foi publicada no livro “Nei tuoi occhi è la mia parola” (“Em teus olhos está minha palavra”).

 

“Eu recitava. Eu pregava. Por exemplo, no primeiro domingo da Quaresma, perguntava: ‘O que fazia o diabo com Jesus’. Fez isso porque queria que Jesus se submetesse... ele queria reinar, o diabo”. “Vocês entendem quem é o diabo?”, perguntava aos pequenos.

 

Francisco revela que pedia para as crianças que ficassem atentos, porque o diabo “fará o mesmo com vocês!”. “E terminava assim. Outra vez, pregava em Pentecostes e perguntava às crianças: ‘Quem vem em Pentecostes?’. As crianças se olhavam e diziam: ‘O Espírito Santo!’. E eu, não satisfeito, perguntava: ‘E quem é o Espírito Santo?’. E perguntei a um menino que estava no fundo. E ele respondeu: ‘O paralítico!’. Não conseguia dizer ‘o Paráclito’. Divertíamo-nos. Ria muito. Eu era pároco sobretudo com as crianças”.

 

Outra lembrança que comenta no livro é “a festa das crianças” na qual “queimávamos o diabo”. “Era uma forma de fazer com as crianças a meditação das duas bandeiras de Santo Inácio. Em um lado estava o diabo e no outro o anjo. Preparava um diabo grande feito de pano e dentro colocava fogos de artifício. Fazia uma catequese. Depois, projetava-se um filme os meninos e as meninas iam jogar”.

 

Em seguida “era a merenda e, depois, íamos do Colégio Máximo para a paróquia em procissão. Todos íamos muito sérios. As crianças gritavam: ‘Queimamos o diabo!’. Então, acendia-se o fogo. Todos gritavam. Era uma explosão de fogos de artifício! As crianças se divertiam. Era um teatro que os ajudava a aprender”.

“Para mim – prossegue Francisco – era um modo de fazer o terceiro ano da primeira semana de exercícios espirituais. Nesse exercício, Santo Inácio quer estimular a capacidade de condenar o mal e de suscitar ódio ao pecado”.

 

“Mas não terminava assim. Cada um tinha um papel com algo que queria pedir a Deus. Esses papéis eram colocados em um saco. E havia um grande anjo feito de isopor com muitos balões cheios de hélio. O anjo carregava um cartaz com a direção da paróquia. Rezava-se. Dizíamos: ‘Vencemos o diabo e agora rezamos a Deus, que é nosso Pai’. E soltávamos o anjo que, por causa dos balões, subia, subia. Depois todos rezavam enquanto o anjo ao embora”.

 

 “No domingo seguinte – recorda Papa Francisco – dava-se uma volta e perguntava se alguém tinha encontrado o anjo. Uma vez, eu me recordo, chegou até o Uruguai e telefonaram de lá! Assim eu era pároco. E depois atendia muitas confissões. Era feliz. Queria ser pastor, sobretudo das crianças”.

 

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