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Homilias de Dom Fernando Antônio Figueiredo

23.11.2016

Lc 21, 5-19 - A ruína de Jerusalém e o fim dos tempos

       

 

 

Nos três Evangelhos Sinóticos, Mateus, Marcos e Lucas, os sinais precursores do fim do mundo são idênticos, pois, como observa S. Agostinho, “todos os três referem-se à resposta dada pelo Senhor aos discípulos que lhe perguntavam quando aconteceria a destruição do Templo por Ele predita e qual seria o sinal da sua segunda vinda, o fim do mundo”. As palavras de Jesus induzem a pensar em um longo tempo que precede à sua vinda gloriosa, e indicam que os sinais se sucederão ao longo da vida cristã ou, na expressão do santo de Hipona, “eles não cessarão de vir até o fim do mundo”.

 

O mesmo vale para a vinda gloriosa do Senhor. O encontro com Ele não se dará apenas no final dos tempos. Estende-se por toda a vida do cristão, num processo contínuo de assimilação, que não implica eliminação do humano, mas sim o seu aperfeiçoamento. Santidade é plenitude de vida. Nesse sentido, é impensável considerar a segunda vinda do Senhor ou o fim dos tempos como uma realidade trágica e temerosa; ela será manifestação do supremo amor, que reúne todas as criaturas, em suas características próprias.

 

Desde agora, o discípulo participa das realidades divinas, configurando-se sempre mais a Cristo. O fim dos tempos será seu ingresso definitivo no eterno de Deus. Pois o transcendente e o sobrenatural não lhe são estranhos; presentes nele, eles constituem o coração de sua vida, o que lhe permite reencontrar Deus nos traços de sua face, de sua consciência e do seu coração. A propósito, diz S. Agostinho: “Recriados por Ele, e aperfeiçoados por uma graça mais abundante, veremos, naquele repouso eterno, que Ele é Deus, que nos plenifica, pois será tudo em todos”. Teilhard de Chardin diz por sua vez: “Como um raio, como um incêndio, como um dilúvio, a atração do Filho do homem agarrará, para reuni-los ou para submetê-los ao seu corpo, todos os elementos que gravitam no universo”.

 

Embora não seja possível prever o fim dos tempos, uma certeza se nos impõe: Cristo é o fundamento e o sentido do homem e do mundo. Se assim não fosse, tudo terminaria no vazio, envolto na noite silenciosa da destruição. Porém, para nosso gáudio, ouviremos naquele dia a voz tranquila e amorosa do Senhor, chamando-nos à plenitude do amor: é a vinda gloriosa do filho do Homem, presença da infinita misericórdia de Deus. Momento não de temor, mas tempo privilegiado de união com Deus, que é “tudo em todos” e “todo em tudo”.

 

 

 

 

Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM

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