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Solidariedade

03.12.2016

Foto: Globo.com

 

Devemos sim, crer sempre na humanidade.

 

Diante da tristeza pela tragédia da delegação da Chapecoense, tripulação e jornalistas, que nos trouxe tanto sofrimento, por tantas vidas ceifadas, a maioria jovens no auge dos sonhos, ontem presenciamos um espetáculo de solidariedade jamais pensado entre rivais no campo do esporte.

 

Lamentavelmente nossos meios de comunicação não deram o destaque devido no momento da homenagem do time e do povo Colombiano, pois as novelas, os programas de fofocas não podiam substituir um ato onde o ser humano está em primeiro lugar. Mostrar um ou outro detalhe só para percebermos que algo estava acontecendo não foi suficiente, queríamos ver, participar daquele momento único.

 

Um país que sempre foi divulgado como exportador de droga da mais alta periculosidade, de pessoas perniciosas que jamais pensaram no bem, matando no mundo inteiro, aqui também na maioria jovens, com suas drogas, agora mostra sua verdadeira face.

 

O povo Colombiano não é representado pelos traficantes famosos, é antes um povo puro coração. Um time que é capaz de abrir mão de um possível prêmio, que toda equipe participante busca de todas as maneiras conquistar, por amor, sim só pode ter sido por amor, a outra equipe rival como homenagem e solidariedade, diante da tragédia que aconteceu, merece ser estudada, analisada, apreciada e imitada. São gestos de verdadeiro campeões, dentro e fora dos gramados, com sentimentos que extrapolam as glórias de taças conquistadas, de dinheiros ganhos, de honras passageiras e prêmios que a ferrugem e a traça consomem.

 

O que vimos, repito de forma resumida, foi digno de cadeia de emissoras em nível internacional, como proposta para nossos governantes diante das tragédias que diariamente assistimos em todos os países. Assim é que se resolve os conflitos entre seres humanos, com amor, solidariedade, não com bomba atômica, com arsenais militares. O que se gasta para defesa de nossas soberanias, se fosse tudo partilhado com os que precisam para viver dignamente, o mundo não precisaria sofrer com tanto medo de inimigos, pois não haveria inimigo, haveria irmãos. Sim, foi isso que o povo Colombiano mostrou com seu gesto solidário. Não foi uma simples declaração de homenagem, não foi um simbolismo solidário, foi um ato celebrativo de envergadura maior do que seria, no caso de uma vitória na conquista do campeonato.

 

Com uma eventual vitoria do time Colombiano, o mundo esportivo assistiria a mais uma das tantas celebrações da equipe vencedora, como aconteceu com o Palmeiras a poucos dias, justamente em cima da Chapecoense que sofre este duro golpe. Com seu gesto o povo Colombiano passa um recado para o mundo que precisa ser assimilado.

 

Estamos diante de um fato triste, lamentável, sofrido. Se dói para todos nós, o quanto deve estar doendo, e o quanto vai durar esta dor, para os familiares! Só a misericórdia de Deus para responder e avaliar. Mas um sentimento íntimo me leva a crer, não foi em vão, não será em vão que tantas vidas sejam apagadas desta forma.

 

O sofrimento partilhado deverá melhorar cada um de nós, deverá provocar uma reflexão profunda, sobre os nossos comportamentos e o que temos condições de fazer para um mundo melhor. Não vamos melhorar o mundo se não estamos dispostos a sermos melhores. Exatamente quando lamentamos tantas mortes, há os que celebram a morte, morte de inocentes que podem ser abortados por que há leis que assim o determinam. Quanta incoerência! É lamentável ver jovens meninas defendendo o aborto como algo normal e digno de descarte em nome de pseudos direitos que julgam possuir.

 

Que Deus em sua misericórdia infinita as livre de viver tal experiência, que seja apenas uma ideia que propagam para aparecer, se mostrar moderna. O que por sí só já é deplorável. A vida não têm preço, não tem ideologia, tem valor, tem direitos. Eis porque sofremos quando ela se vai, porque fomos concebidos para viver, -desde a concepção há vida-, e viver em plenitude.

 

Não podemos esquecer, aqui no Brasil nossas agremiações também estão dando demonstração do verdadeiro espírito esportivo solidário. Times que oferecem ao Chapecoense seus atletas gratuitamente, prova que para nós o futebol é muito mais que entretimento, é cultura, é convivência fraterna, é oportunidade de juventude sadia e de um povo maduro. É por isso que torcer por nosso time é tão gratificante, e a polêmica das rivalidades, não passa, para os homens sérios, de pura brincadeira para tornar a via mais leve.

 

Sofrendo muito, mas com muita esperança, que Deus nos ajude.

 

 

 

Autor: Antoninho Tatto
55 11 2802-7205

55 11 9 9454-7181
tatto@tatto.com.br


"Ninguem tem o direito de ser feliz sozinho"
(Raoul Follereau)

 

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