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Papa celebrará seus 80 anos com Missa e “dia normal”

17.12.2016

Francisco celebrará mais um ano de vida bem ao seu estilo: Missa no início da manhã e atividades comuns ao longo do dia

 

Francisco completará 80 anos neste sábado / Foto: L’Osservatore Romano

 

Um dia “normal”. Assim o Papa Francisco vai celebrar seu aniversário de 80 anos neste sábado, 17. Neste dia especial, o Papa será acompanhado em oração por tantas pessoas que puderam lhe enviar os parabéns este ano pela internet, através de e-mail disponível em vários idiomas.

 

Por ocasião do aniversário do Papa, a Rádio Vaticano conversou com o substituto da Secretaria de Estado, Dom Angelo Becciu, um dos colaboradores próximos de Francisco.

 

Além de deixar seus parabéns para o Papa, ele conta como Francisco vive seu cotidiano e o dia de seu aniversário, sempre com atenção ao próximo. Confira a entrevista:

 

Dom Becciu – Dar os parabéns ao Papa…deve sair do coração; além daquelas felicitações formais, de boa saúde – desejamos a ele, de coração, claro, boa saúde – eu direi o desejo de que mantenha esta alegria que manifesta e que emana continuamente dele. Penso que este é o voto que quero lhe fazer: que com o passar dos anos, mantenha sempre este estilo alegre, esta maneira de comunicar ao povo e que ajuda todos a dar passos adiante na vida espiritual.

Desde os anos em que era arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio sempre viveu o seu aniversário com sobriedade e o vemos também nesta ocasião, pensando mais nos outros que em si mesmo.

 

 

Para o senhor, há um ensinamento? Ele nos dá um ensinamento nisso, o estilo do Papa, também em ocasião do seu aniversário?

 

Dom Becciu – É tudo coerência. É coerência com o seu estilo de vida e, portanto, também celebrar o aniversário, sabemos disso. Para ele, amanhã, de extraordinário tem a Missa que celebrará com os cardeias e depois continua – ele me dizia outro dia – um “dia normal”. A lição que dá a nós todos é que devemos dar verdadeira importância às coisas essenciais da vida e às coisas essenciais do Evangelho. Não deve haver ocasiões para exaltar – ao menos me parece que esta seja a “lição” do Papa – a nós mesmos, nós padres, nós consagrados, diria nós cristãos: não devem haver ocasiões para exaltarmos a nós mesmos, mas nos dedicarmos ao serviço do Evangelho, nós somos instrumentos deste desígnio de Deus. Parece-me que seja isso: a sobriedade da vida, demos importância às coisas realmente essenciais.

 

O Papa completa 80 anos: em tantas ocasiões colocou e continua a colocar destaque sobre a importância da aliança entre jovens e idosos. Como explica que justamente um homem idoso de idade como é o Santo Padre – talvez idoso somente de idade, devemos acrescentar – seja tão ouvido e seguido pelos jovens, como ponto de referência?

 

Dom Becciu – Esta é uma bela pergunta! É uma bela pergunta porque nos coloca interrogações: como o Papa consegue comunicar-se com os jovens? Eu darei uma resposta. Antes de tudo, é um homem direto: sabe falar com os jovens, mas sabe falar aos jovens porque comunica ideais. Os jovens percebem quem comunica apenas coisas vagas, palavras vazias e quem, em vez disso, tem propostas fortes na vida. Ele as propõe porque quando fala com os jovens desencadeia um sentimento, um sentimento especial, justamente porque o Papa remonta ao Evangelho e fala do Evangelho, fala de coisas essenciais e radicais. Nisso é um líder, nisso conquista a admiração dos jovens porque – repito – veem nele um homem que fala ao coração, mas fala ao coração dando propostas verdadeiras, sinceras. Parece-me que seja assim, os jovens são assim: ou você fala com eles de modo verdadeiro ou você os perde.  

O senhor tem uma relação de colaboração cotidiana com o Santo Padre. Há coisa que fazem o Papa se irritar? E, em vez disso, o que o deixa mais alegre, segundo a sua experiência?

 

Dom Becciu – Irritá-lo….não sei. Eu o vi poucas vezes, quase nunca, irritado. Certamente triste, certamente desgostoso quando há notícias negativas e quando vê certos comportamentos que não são lineares, sobretudo falo de pessoas que deveriam dar testemunho evangélico e não o fazem….Estas coisas sim, deixam-no triste. Mas ontem, me parece, dizia: “Pecadores, sim, todos somos” e ele tem uma grande atitude misericordiosa para com quem erra, se sente mortificado pelo erro, arrependido, mas não tolera os corruptos, diz ele, isso é, aqueles que realmente com alma má fazem o mal, instrumentalizam as coisas sagradas para exaltar a si mesmo, para alcançar objetivos não nobres e aceitáveis. Isto sim. Do seu caráter, o que me agrada? São tantos aspectos: ele é muito simples e sabe deixar à vontade as pessoas que o encontram; se interessa pelas pequenas coisas; ele destaca muitas vezes a ternura: é terno com as pessoas, basta ver como sabe estar com as crianças…mas, com todas as pessoas! Se sabe que uma pessoa está sofrendo, está próximo a ela, procura-a, telefona….Enfim, é fácil lidar com um Papa assim!

 

Por último, o aniversário do Papa é justamente quando se aproxima o Natal do Senhor. Qual é o presente que lhe parece que o agradaria mais, neste tempo forte do ano, e também poucos dias depois do fim do Jubileu da Misericórdia?

 

Dom Becciu – Penso que o presente mais belo seria saber que os focos de guerra se extinguiram, talvez; e é um presente que devemos pedir para o Natal. Depois, outro presente é que os cristãos se empenhem em dar vida à misericórdia, portanto, que o Ano da Misericórdia não se reduza a um simples parêntese, mas seja um impulso para um novo estilo de vida pessoal e também eclesial. E depois, outro presente, o que poderia ser? Talvez ver todos um pouco mais alegres, em torno dele, por receber essa mensagem de alegria, por serem portadores da alegria!

 

Com Rádio Vaticano

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