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Homilias de Dom Fernando Antônio Figueiredo

24.12.2016

Lc 1, 67-79 - Benedictus - Nada é impossível a Deus

 

 

 

O anúncio do Evangelho é fonte de alegria e de esperança; é a realização das promessas preditas pelos profetas e patriarcas. Com a vinda de Cristo, o mistério de Deus deixou de ser o estranho longínquo e enigmático para tornar-se o “habitat”, a realidade mais íntima, de todo aquele que acolhe a sua mensagem. Na língua alemã, a palavra mistério, geheimnis, exprime justamente a presença intensa (ge) do mistério na morada interior (heim) daquele que o acolhe. Nesse sentido, Cristo não é apenas um modelo externo a ser seguido na vida moral; Ele é a lei interior de nossa vida espiritual, Ele ora dentro de nós, responde aos nossos anseios mais íntimos, angústias e incertezas, e realiza nosso encontro com o Pai, manancial inesgotável de sentido e de esperança. Deus está em nós como “doce hóspede da alma”: experiência mística, vivida e contemplada por Maria Santíssima e por Zacarias. Num olhar admirativo e agradecido, eles cantam a misericórdia divina que, presente ao longo da História da salvação, irrompe em suas vidas.    

 

Isabel, mulher estéril e de idade avançada, dá à luz um filho, João Batista, e Zacarias, antes mudo, canta e bendiz a Deus. No Templo, nove meses antes, ele pronunciava as orações rituais feitas por ocasião da oferta do incenso; agora, as principais ideias da oração judaica inspiram seu cântico de louvor. Repleto do Espírito Santo, ele profetiza e proclama o amanhecer de um mundo novo no poder e na santidade de Deus. Anima-o um sopro de esperança, e ele antevê seu filho, arauto do Oriente salvador, anunciando “o Astro das alturas, que virá para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte”. 

 

Em seu cântico, Zacarias proclama a visita de Deus a seu povo para salvar e manifestar a misericórdia divina, e anuncia a missão do seu filho: preparar os corações para acolher o enviado do Pai, o Messias, plenitude de amor e de perdão. Aí dirá S. Beda: “O Messias será a verdadeira luz do alto que irá remover as trevas do erro e nos mostrar o seguro caminho para a pátria celeste”. Os famintos de justiça e de paz serão saciados, e Ele não deixará desapontados os pecadores, que esperam por perdão. Eis o tempo da salvação, preparado por João Batista, tempo da misericórdia, em que todos hão de reconhecer que o impossível ao homem é possível a Deus!

 

 

Dom Fernando Antônio Figueiredo, ofm

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