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Homilias de Dom Fernando Antônio Figueiredo


Lc 2, 1-14 - Nascimento de Jesus (Natal)


Três anos antes de sua morte, Francisco de Assis foi a Greccio, pequeno povoado perto de Assis, para vivenciar o mistério do nascimento de Jesus. Uns quinze dias antes do Natal, ele pediu a um de seus moradores, João, que preparasse diligentemente o ambiente. Ele lhe diz: “Quero lembrar o Menino que nasceu em Belém, sentir as dificuldades enfrentadas por Ele, como foi posto num presépio, e ver com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o jumentinho”. Surgiu o primeiro presépio da história. No dia do Natal, vieram os irmãos, também homens e mulheres dos arredores, com tochas para iluminar a noite e recordar que o Menino nascido em Belém era a luz do mundo. Chegando ao local, Francisco se alegra com o que vê e, honrando a simplicidade e a pobreza, canta o santo Evangelho. Os frades entoam hinos e louvores ao Filho de Deus, Francisco anuncia as maravilhas do “Menino de Belém”, como costumava chamá-lo, saboreando cada palavra.


Recordando o mistério do Natal, exclama S. Agostinho: “Desperta, ó homem, por tua causa Deus se fez homem”. Francisco e os frades cantam alegres e exultantes, porque aquele que é do céu veio até nós, assumiu nossa humanidade, a fim de nos comunicar as riquezas da vida de Deus. Participando do coro celeste, suas vozes expressam as palavras dos anjos aos pastores: “Alegrai-vos, nasceu-vos o Salvador”, o Resplendor da luz divina.


A festa do Natal os remete ao presépio de Belém para adorar o Menino, que se manifesta, não em meio às pompas, mas na simplicidade de uma criança e na pobreza de uma manjedoura. S. Ambrósio diz por sua vez: “Jesus nasce de um seio materno, e, igualmente, refulge no céu; Ele jaz num refúgio terreno, sem deixar de reinar no esplendor celeste! ”.


Reconhecidos, nós agradecemos a vinda do Filho Jesus, pelo qual somos introduzidos na verdadeira nova criação de Deus, pois em seu perdão e em sua misericórdia somos recriados e nos tornamos novas criaturas. Nos enfeites, na festa, nos presentes natalinos, sejam eles caros ou um simples e sincero sorriso; no aperto de mão, demonstrando amizade ou o perdão concedido ao irmão, estão expressos estes nossos agradecimentos, pois tudo reflete a bondade e o amor que Ele tem para conosco. Nesta noite santa, eleva-se, do nosso coração, um cântico de louvor, pois no Menino de Belém reconhecemos a nossa glorificação final, independentemente do pecado e de toda a maldade: Ele é a benevolência divina presente em nossa vida.


Porém, espontaneamente, um clamor se eleva aos céus: a pureza deste momento solene se embaça e ficamos alarmados com os abusos nos gastos e a sofisticação crescente das celebrações. Ao nosso redor, jazem crianças sem teto e sem pão, famílias na miséria e desassistidas. Com a voz embargada, unidos aos anjos, entoamos: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”.


Cristo nasce, cantemos glória; Cristo desce do céu, vamos ao seu encontro: a paz penetra, suavemente, o nosso coração e o dom do amor fraterno nos envolve. Cristo vem a nós na doação do seu amor divino, abeiramo-nos do abismo do Mistério da gratuidade de nossa vida e do amor ao próximo. É Natal, o Filho de Deus se fez carne, alegremo-nos, pois as trevas do pecado se dissipam e o mundo é iluminado pela brilhante luz da esperança, prelúdio da Ressurreição!


Abençoado Natal! Que a luz divina ilumine sua vida e a de seus familiares!



Dom Fernando Antônio Figueiredo, ofm

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