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Homilias de Dom Fernando Antônio Figueiredo

09.01.2017

Mt 3,13-17 - Batismo de Jesus

 

 

O antigo sonho do homem de tornar-se imortal é vivido pelo mundo judaico na esperança da vinda de um Messias. As profecias, acolhidas quais raios de luz, permitiam entrever o vulto de um Deus justo e misericordioso, que viria em socorro do seu povo. No início da era cristã, muitos viam em João Batista o cumprimento das profecias e se interrogavam se não era ele o Messias esperado. De forma direta e provocativa, ele apregoa uma mudança de vida e a necessidade de deixar-se batizar “com água para a conversão”. No entanto, sem hesitar, o próprio Batista afasta toda dúvida a respeito de ele ser ou não o Messias, deixando claro que ele é apenas o precursor, que veio dar testemunho do Messias, daquele que há de vir, e que será mais forte do que ele. E numa atitude de sincera humildade, confessa não ser digno de desatar a correia de suas sandálias, nem mesmo digno de ser seu escravo.

 

João batiza e Jesus aproxima-se para ser batizado. S. Gregório de Nazianzo nos dá sua intepretação do fato: o Mestre vem “talvez para santificar aquele que o batiza e, sem dúvida, para sepultar nas águas o velho Adão. João reluta, Jesus insiste, eu é que devo ser batizado por ti, diz a lâmpada ao Sol, a voz à Palavra”. Jesus desce às águas e o relato bíblico diz que “o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele”, primeiro sinal da salvação para os que hão de segui-lo.     

João batiza com água e prega a penitência; Jesus é aquele que batiza com o Espírito Santo e anuncia a salvação. João batiza os que procuram libertar-se do peso do pecado e ter uma boa relação com Deus e entre si; Jesus aceita o batismo de João e deixa entender, por este fato, que todo o povo de Israel precisa se voltar para Deus. E não só. Ao dizer: “Este é o meu Filho bem-amado”, o Pai o confirma em sua missão, pois, segundo S. Máximo, “se sua Mãe o apresenta aos magos, para que eles o adorem, o Pai o apresenta às nações para que o reverenciem” como Filho amado, que, cheio da força do Espírito Santo, rompe a fronteira entre Deus e o mundo, e torna o homem partícipe da inacessível eternidade de Deus.   

 

Desde os primeiros anos da vida da Igreja, o batismo de Jesus é interpretado como manifestação do Espírito divino. Enquanto João prega a penitência e o juízo que ameaçava a todos, Jesus é presença da salvação e da proximidade de um Deus de misericórdia, que vem ao encontro dos pecadores para comunicar o seu perdão, fonte e base do nosso perdão aos outros, e conduzi-los ao amor do Pai, demonstrado no serviço despretensioso aos seus semelhantes. Logo a seguir, impelido pelo Espírito, Jesus vai ao deserto, para defrontar-se com o demônio. Lá, Ele recapitula a história humana, desde Adão e Eva até a instauração do Reino de Deus, sinal de sua vontade benfazeja, que põe fim ao mundo do pecado e inicia um novo mundo de paz e de dedicação misericordiosa ao próximo.

 

Dom Fernando Antônio Figueiredo, ofm

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