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Homilias de Dom Fernando Antônio Figueiredo

18.01.2017

Mc 3,1-6 - A cura do homem com mão atrofiada

 

        

 

A cena da cura de um homem com mão atrofiada se passa numa sinagoga, em dia de sábado. De semblante sereno e olhar penetrante, lá está Jesus, observado atentamente pelos escribas e fariseus, que desejavam “ver se Ele curaria no sábado, para assim encontrarem algo com que o acusar”. Eles examinam seus atos como uma forma de descobrir motivos para justificar sua condenação, fato já consumado em seus corações. Naquele exato momento, a misericórdia de Deus, demonstrada por Jesus em sua bondade para com o povo, mostra o caminho a ser seguido por todos os que querem participar do Reino de Deus que está chegando. 

 

Por isso, sem se preocupar com os olhares traiçoeiros dos que o cercam, revelando-se profundamente humano, Ele pede ao homem que venha para o meio da assembleia. Fascinado por sua voz, contudo, tenso e trêmulo, ele se aproxima e permanece de pé, diante de Jesus. Sem tergiversar, num gesto carinhoso de perdão, Ele o acolhe na imensa pátria de sua alma, e realiza o milagre. Não há nenhuma palavra de condenação, mas, no desejo de levá-lo à conversão, Jesus fala-lhe ao coração e pergunta-lhe se em dia de sábado é permitido fazer o bem ou o mal, salvar sua vida ou arruiná-la. Silêncio total. Obstinados e presos às prescrições rituais, os fariseus não percebem que as palavras de Jesus são um apelo para que todos, sobretudo eles, se voltem para o autêntico sentido da Lei: estar interiormente livre para “fazer o bem”.  

 

Paradoxalmente, o finito e o infinito unem-se em Jesus: mesmo sendo verdadeiramente homem, Ele não deixa de estar totalmente em sintonia com o ilimitado da misericórdia divina. Uma questão, no entanto, permanece para os escribas e fariseus: o fato de ele ter sido curado no sábado. Ora a Lei não foi negada, e Jesus não se erige em intérprete da Lei; Ele é o intérprete do amor do Pai, que tudo criou e que, em seu Filho, oferece o perdão restaurador ao homem de mão atrofiada. Apesar do esforço envidado pelo Senhor, os fariseus, de olhar arrogante e com o coração endurecido (porósei), “enfureceram-se e combinavam entre si o que fariam a Jesus”.

 

O mensageiro do amor divino “corre os olhos sobre todos eles” e, fixando-os com um olhar severo, ao mesmo tempo, melancólico e suave, envia-lhes em socorro sua imensa bondade, expressa nas breves palavras dirigidas ao enfermo: “Estende a mão; e ela voltou ao estado normal”. S. Ambrósio amplia o sentido do milagre para todo cristão: “Também tu, que crês ter a mão sã, atingida, porém, pela avareza ou pelo sacrilégio, estende-a para o pobre que suplica, para ajudar o próximo, socorrer a viúva ou para corrigir a injustiça. Estende-a para Deus por todos os teus pecados e ela será curada”. Por sua vez, S. Pedro Crisólogo conclui: “Naquele homem, verifica-se a cura de todos, nele renova-se a salvação de todos, esperada durante tanto tempo”.

 

Dom Fernando Antônio Figueiredo, 

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