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Homilias de Dom Fernando Antônio Figueiredo

19.01.2017

Mc 3, 7-12 - As multidões seguem Jesus

 

        

 

 

 

Por onde Jesus passava, multidões se aglomeravam em torno dele para ouvi-lo e ver as obras que realizava. A sua palavra alimentava os que tinham fome de Deus e curava os que buscavam libertar-se de seus males. Movidos pela fé, muitos se achegavam a Ele, tocavam-no e, pelo poder que dele provinha, eram curados e perdoados de seus pecados. Até os demônios, ao perceberem sua presença, tremiam e reconheciam sua verdadeira identidade, declarando: “Tu és o Filho de Deus”. 

  

Pela força de uma presença cativante e pelo seu modo despretensioso e simples de ser, Jesus manifestava a bondade e a proximidade de Deus. Suas palavras e os milagres realizados adquiriam, então, um sentido todo especial: eram garantia do seu amor e de sua misericórdia. As pessoas afluíam de todas as partes, provinham da Galileia, também dos extremos sul e norte do país, atraídas pelos milagres e por suas palavras, que não deixavam de ser exigentes, porque, no seu dizer, não é a quem dorme que é dado o Reino de Deus, mas aos que ouvem a Palavra e cumprem os seus mandamentos. Os que iam a Jesus, experimentavam, em seus atos e palavras, a salvação, até corporalmente, e sua excepcional bondade. 

 

Os últimos versículos deste texto, falam da multidão, que se acotovelava para chegar até Ele. Sentindo-se apertado e um tanto sufocado, Jesus pede aos discípulos um pequeno barco para melhor falar ao povo e fazer-se presente a cada um. S. Beda aproveita esse detalhe para dizer: “A barca, que serve com diligência ao Senhor no mar, é a Igreja, congregada dentre as nações e que se desliza entre as ondas deste mundo. Quanto mais se dilata para receber a graça de seu fundador, tanto mais majestosa ela se torna para armazenar as coisas de seus passageiros, e assim a barca agitada por quaisquer ventos faz frente às agitadas ondas do mar”. Mesmo assim, muitos desejam tocá-lo, o que faz S. Agostinho exclamar: “Toca-o tu com a fé, ó Igreja católica, toca-o com a fé”.

 

Dom Fernando Antônio Figueiredo, ofm

 

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