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Paquistão: Jovem que se sacrificou para evitar massacre em igreja poderia ser declarado mártir

21.01.2017

 

 

Akas Bashir / Foto: Agenzia Info Salesiana

 

Roma - O Vigário Geral da Arquidiocese de Youhanabad (Paquistão), Pe. Francis Gulzar, informou que pediram às autoridades eclesiásticas locais e à Santa Sé que permita iniciar o processo para declarar mártir Akash Bashir, o jovem de apenas 18 anos que sacrificou a sua vida a fim de evitar que dois terroristas muçulmanos causassem um massacre em sua paróquia em março de 2015.

 

Em 15 de março de 2015, a minoria cristã em Lahore foi atingida quando dois suicidas muçulmanos atacaram com explosivos um templo protestante e a igreja católica de São João. Nesta última, causaram a morte de 20 pessoas e 80 ficaram feridas; entretanto, a tragédia não foi maior porque Akash Bashir, um jovem salesiano, colocou o seu corpo para impedir que os terroristas ingressassem durante a Missa.

 

Pe. Gulzar fez o pedido no dia 6 de janeiro por meio de uma carta ao Arcebispo, Dom Francis Shaw, “solicitando oficialmente o início do processo oficial para declarar mártir o jovem Akash Bashir, para honrar o sacrifício realizado em Youhanabad”, onde está localizada a igreja de São João.

 

No texto, o sacerdote assinalou: “Eu testemunhei o trágico ataque suicida na minha Paróquia, enquanto celebrava a Santa Missa, com mais de 2.500 fiéis no dia 15 de março de 2015”.

 

“Akash Bashir, um jovem de 18 anos, era uma das pessoas encarregadas da segurança na entrada da igreja; com grande coragem, impediu a entrada dos terroristas, inclusive quando um dos suicidas mostrou o seu colete cheio de explosivos exigindo que Akash o deixasse entrar”, assinalou.

 

“Mas Akash – destacou – tinha um grande amor pela sua Igreja e, com a força do Espírito Santo, não pensou em salvar a sua própria vida. Imediatamente, começou a deter o atacante e não o deixou entrar, até o momento que terrorista se suicidou. Akash morreu nesse momento, mas salvou muitos fiéis com esse corajoso ato de amor”.

 

Nesse sentido, o sacerdote assegurou na carta que “a comunidade cristã em Youhanabad está orgulhosa do seu jovem herói e pede à Sua Excelência que transmita o nosso pedido ao Santo Padre e à Congregação correspondente para iniciar a causa do martírio”.

 

“Em nossa comunidade, estamos rezando por esta finalidade, estamos rezando pela Igreja do Paquistão”, conclui o texto.

 

A comunidade cristã em Lahore foi alvo dos ataques de fundamentalistas muçulmanos em várias ocasiões. O mais trágico foi o atentado a um parque onde os cristãos estavam celebrando a Páscoa em março de 2016, que deixou cerca de 80 mortos e 300 feridos.

 

Por sua parte, em um vídeo difundido pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), os pais de Akash afirmaram que perdoaram os assassinos do seu filho.

 

“Algumas pessoas me perguntaram: você perdoou quem matou o seu filho? E lhes respondi: O nosso Papa Francisco nos chamou a viver um ano de misericórdia. Por isso e por amor a Jesus, perdoamos todos os que nos perseguem e estão contra nós. Para que eles encontrem o caminho de Deus”, expressou o pai.

 

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