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Pensar como irmãos



Caros amigos, há uma famosa frase do Pastor Martin Luther King que diz: “O que me assusta não é a violência de poucos, mas a omissão de muitos. Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos”. De fato, o amor fraterno, como nos ensinou Nosso Senhor, é o único caminho para a paz e a justiça. Infelizmente, do outro lado do campo de batalha encontramos a sede de poder, egoísta e inconsequente, que não vislumbra o futuro em longo prazo, mas somente o lucro imediato de poucos.


A recente crise do sistema penitenciário brasileiro provoca reflexões importantes sobre nossa história e cultura penitenciárias, a construção de novos presídios e a criminalidade em geral. Neste contexto, surge a pergunta: Como resolver o problema da violência?


Sem dúvida, o respeito aos direitos humanos nos presídios é um problema que exige solução urgente. Mas, paralelo a isto, deve haver também uma ação efetiva sobre as causas dos crimes. Nenhuma resposta será satisfatória até que comecemos a pensar como irmãos e não como inimigos.


O mundo abriga infinitos partidos contrapostos por variados motivos: étnicos, políticos, religiosos, culturais, ideológicos etc; cada um ansioso em viver separado do outro. E nunca terá fim esta “política dos muros” ou “das grades de segurança” enquanto não percebermos que, não obstante nossas divergências, a raça humana é uma só e todos somos irmãos. Há quem pregue até mesmo o escândalo de lutar contra a unidade, que é nomeadamente querida por Nosso Senhor. (Cfr. Jo 17, 21)


Cabe esclarecer que Jesus nunca falou de “uniformidade”, mas da unidade onde os mais altos valores do espírito humano possam florescer em um ambiente de paz e justiça.


Neste ponto, é bom lembrar que a família, célula em que se origina o conceito de fraternidade, é a melhor escola de justiça e de paz, como nos ensina o Papa Francisco: “Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família. (...) Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão”. (Mensagem para o 50º Dia Mundial da Paz, 01/01/2017)


Deus abençoe a todos!


Autor: Dom Edney Gouvêa Mattoso

Bispo de Nova Friburgo

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