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Homilias de Dom Fernando Antônio Figueiredo

Mc 4, 26-34 - Parábola da semente que germina por si só


Em todas as parábolas do Reino, embora se insista sobre a liberdade e a responsabilidade do homem, destaca-se que a iniciativa é sempre de Deus. Apesar de que os meios sugeridos sejam bem simples, tomados das realidades terrestres: fermento, semente, e os resultados sejam extraordinários, as parábolas têm por objetivo transmitir uma esperança de realização, que se estende ao domínio espiritual. A propósito, comenta S. Gregório Magno, ao falar da semente, lançada pelo agricultor, em terrenos diversos: “A que caiu em terreno bom, o nosso coração, permite-nos conceber bons desejos; o seu crescimento é constante: no início, quando começamos a fazer o bem, somos ainda erva, mas quando progredimos na prática do bem, crescemos e chegamos a ser espigas. Finalmente, já sólidos na prática do bem, alcançamos a perfeição e, como espigas, seremos grãos maduros”.


Contando parábolas, através de imagens bastante sugestivas, Jesus quer conduzir seus discípulos à compreensão dos mistérios do plano divino, como Ele próprio diz: “A vós foi dado conhecer os segredos do Reino”. Há, porém, aqueles que permanecem presos à literalidade das palavras, e não alcançam a inteligência espiritual de sua mensagem: neles, a semente não produz frutos. Os que reconhecem a Bíblia como o testemunho de uma verdade viva perfazem o caminho da Palavra e, em horizontes sempre mais amplos, se maravilham diante de sua beleza e grandeza, e são envolvidos por uma força transformadora e renovadora. Se o caminho é árduo, uma centelha inextinguível da luz divina os ilumina e a Palavra se torna uma proclamação eloquente do mistério inefável de Deus, trazendo-lhes consolo e alegria.


O método é singelo. Ao dizer que a semente “germina e cresce, sem que nós saibamos como”, Jesus nos remete ao poder de Deus, que tem sucesso onde o homem sucumbe, gerando total e inquebrantável confiança em sua ação recriadora. Constante e gradual, ao longo da história, o crescimento do Reino de Deus é marcado pela incondicional vontade divina de salvar. Portanto, “presente em nós” e não só “em meio a nós”, o Reino significa salvação e é um acontecimento que atrai e nos leva à prática do bem e das virtudes, identificando-nos, mais e mais, ao Mestre.


Dom Fernando Antônio Figueiredo, ofm

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