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Papa Francisco aceita renúncia do Grão-Mestre da Ordem de Malta



Matthew Festing / Flickr de IAEA Imagebank (CC-BY-SA-2.0)


Roma - O Grão-Mestre da Soberana Ordem Militar de Malta, Matthew Festing, apresentou sua renúncia ao cargo em 24 de janeiro durante uma audiência com o Papa Francisco, que aceitou a demissão na quarta-feira, dia 25.


Em um comunicado divulgado ontem pela Sala de Imprensa da Santa Sé, assinala-se que o Papa expressou a Festing seu “apreço e reconhecimento pelos sentimentos de lealdade e devoção para com o Sucessor de Pedro e a disponibilidade para servir humildemente ao bem da Ordem e da Igreja”.


O comunicado indica também que “o governo da Ordem será assumido ad interim pelo Grão-comendador até que seja nomeado o Delegado Pontifício”.


Em declarações ao Grupo ACI, o diretor de comunicação da Ordem, Eugenio Ajroldi di Robbiate, explicou que a decisão “não foi antecipada”, por isso “ninguém sabia nada”. Indicou que “o Grão-Mestre se reuniu no último dia 24 com o Papa, que lhe pediu que renunciasse”. Conforme assinalou, Festing aceitou em todo momento colaborar com o Pontífice, por isso esteva de acordo em renunciar.


Esta demissão aconteceu depois de várias semanas de diálogo entre a Ordem de Malta e a Santa Sé sobre a legitimidade do Grupo nomeado pela Secretaria de Estado do Vaticano para investigar as circunstâncias nas quais ocorreu a substituição do Grão-Chanceler, Albrecht Freiherr Von Boeselager, por John Edward Critien.


Em um comunicado no último dia 22 de dezembro, a Santa Sé anunciou a constituição de um grupo de cinco pessoas reconhecidas “com o trabalho de recolher elementos válidos para remetê-los devidamente, no menor tempo possível, à Santa Sé sobre o acontecimento que afetou recentemente o Grão-Chanceler da Ordem, Albrecht Freiherr von Boeselager”.


Em 17 de janeiro deste ano, o Vaticano manifestou sua confiança nos cinco componentes do Grupo constituído pelo Papa, “e recusa, baseada na documentação em sua posse, toda e qualquer tentativa de depreciar suas figuras e a obra”.


A nota termina afirmando que “confia na plena colaboração de todos nesta fase tão delicada e espera o relatório do referido Grupo para adotar, naquilo que lhe compete, as decisões mais oportunas para o bem da Ordem Soberana Militar de Malta e da Igreja”.


A Ordem de Malta é uma das mais antigas instituições ocidentais e cristã. Como ordem religiosa da Igreja desde 1113 e sujeito de direito internacional, mantém relações bilaterais com mais de 100 Estados e com a União Europeia, assim como uma missão permanente de observação ante as Nações Unidas.


A Ordem de Malta está presente em 120 países com projetos médicos, sociais e humanitários em favor dos necessitados. Sua principal missão é ajudar as pessoas vítimas de conflitos armados e desastres naturais, oferecendo assistência médica, atendendo os refugiados e distribuindo remédios e material básico de sobrevivência.


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