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Homilias de Dom Fernando Antônio Figueiredo

10.02.2017

Mc 7,31-37 - Cura do surdo-mudo

 

 

 

A filantropia ou, em latim, a humanitas, que significa amor compassivo e misericordioso, sintetiza, nas palavras do Apóstolo S. Paulo, a missão de Jesus. Diz ele: “Quando a bondade e o amor de Deus, nosso Salvador, se manifestaram, ele salvou-nos, não por causa dos atos justos que houvéssemos praticado, mas porque, por sua misericórdia, fomos lavados pelo poder regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt 3,4s). Na pessoa de seu Filho Jesus, o Pai, que “nem o céu nem a terra podem conter”, manifesta-se próximo de nós, renova a Aliança conosco e lança um apelo à conversão, reavivando em nós a experiência do seu perdão e de sua infinita compaixão.
 

Jesus se apresenta sob os traços misericordiosos do bom pastor, que cuida de suas ovelhas e afadiga-se em buscar a que se perdera, pois Ele veio não para destruir, mas para salvar e transmitir a nós o segredo da verdadeira e interminável vida. Nesse agir de Jesus, fica bem claro que os milagres são sinais, que confirmam o fato de Deus ter erguido seu santuário no meio de nós, para nos levar a uma nova e salvadora comunhão com Ele. Assim, a cura da filha enferma, a pedido da mãe aflita e angustiada, mesmo sem contado direto, manifesta a proximidade da vontade divina e constitui a presença do Reino de Deus, já presente aqui, na pessoa de Jesus, cuja misericórdia e clemência impregnam até mesmo suas vestes, como no caso da cura da mulher hemorroíssa. Essa atuação benfazeja de Jesus dá início a um novo tempo, a uma nova esperança: é a jubilosa era da luz divina, em que ninguém irá fechar suas entranhas diante da dor e das necessidades de seus semelhantes, mas, ao invés, buscará viver a unidade da comunhão fraterna, na liberdade dos filhos de Deus.  

 

Agora, na Decápole, em território pagão, apresentam a Jesus um surdo-mudo para ser curado, fato que prenuncia a união dos povos pagãos com os judeus, na única comunidade querida por Deus, que também é “o Deus de todas as nações, como dirá S. Gregório Magno, que irão escutar e falar da vinda do próprio Deus em pessoa”. Abrasado de amor e engajado numa missão religiosa, que considera todos iguais diante de Deus, Jesus toca os ouvidos e a língua daquele homem estrangeiro e diz-lhe: “Éffatha”, “abre-te! ”. À sua palavra, o poder do Senhor não só cura aquele homem da surdez física, mas vai além e chega ao seu coração, despertando a fé, que lhe permite crer no que não vê, e a falar, “correntemente”, sobre a “paz da alma”, que é saúde física, mas também intimidade de uma vida em Deus, que ele proclama ser Jesus.

 

 

Dom Fernando Antônio Figueiredo, ofm

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