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Constituição da Cidade do México promove “cultura do descarte e da morte”, advertem

11.02.2017

 

Monumento do Anjo da Independência, na Cidade do México. Foto: Flickr de sergejf (CC BY-SA 2.0).

 

Cidade do México - Rodrigo Ivan Cortés, líder e porta-voz da Frente Nacional pela Família, advertiu recentemente que a nova Constituição da Cidade do México, cujos artigos foram votados até o dia 31 de janeiro deste ano, “promove a cultura do descarte e da morte”.

 

Entrevistado pelo Grupo ACI, Cortés assinalou que os defensores da vida e da família estão analisando as medidas para que nos próximos meses, enquanto fazem os retoques finais da primeira Constituição da Cidade do México, “não se agrave o que em si mesmo já é negativo na Constituição”.

 

Entre uma série de medidas, indicou, procurarão que o documento seja submetido a um plebiscito.

Após uma série de processos de ajustes legais, a Constituição deveria entrar em pleno vigor em 17 de setembro de 2018.

 

O porta-voz da Frente Nacional pela Família advertiu que neste período “não podemos deixar de nos defender”, pois na legislação secundária que será feita com base na Constituição pode-se “agravar o que está na Constituição ou atenuar”.

 

“Com a conformação da Assembleia Legislativa”, advertiu, é possível que se agrave “o que em si mesmo está errado na Constituição”.

 

Cortés recordou que, desde o começo do processo para elaborar a Constituição, “havia um panorama muito contrário” à vida e à família.

 

“Entretanto, o trabalho foi realizado tanto com a sociedade civil como com os legisladores constituintes, de tal modo que havia quatro campeões a favor da vida e da família e das liberdades, que conseguiram convencer mais legisladores até se tornar um bloqueio que oscilava entre 34 e 40 votos”.

 

Este bloqueio parlamentar conseguiu “rejeitar várias tentativas do bloqueio de Esquerda”, formado pelo Partido da Revolução Democrática (PRD) e o Movimento Regeneração Nacional (MORENA), “de tornar o aborto um direito humano fundamental, sob o nome de ‘direito de decidir’”.

 

Infelizmente, embora isto servisse “para impedir o aborto sob o nome de ‘direito de decidir’, não conseguiram fazer com que fosse incluído o direito à vida”.

 

Apesar de bloquear o aborto e a legalização da prostituição, os grupos de esquerda “colocaram a questão da eutanásia” na Constituição, assim como o uso medicinal da maconha.

 

Também conseguiram colocar no documento “o tema do casamento entre pessoas do mesmo sexo e conseguiram colocar ao longo do texto várias expressões que estrategicamente servem para impor, ou tentar impor, com certos critérios jurídicos ou legais, a ideologia de gênero”.

 

O líder da Frente Nacional pela família assinalou que coletaram assinaturas “a fim de aproveitar um recurso legal existente na lei de participação cidadã na Cidade do México”, para submeter o documento a um plebiscito.

 

Também estão “analisando os diversos mecanismos” para enfrentar os artigos que atentam contra a vida e a família.

 

Por sua parte, Ericka González Neri, coordenadora jurídica da Red Familia, sublinhou que a Constituição da Cidade do México está “imersa na ideologia de gênero”.

 

González Neri advertiu que “ideologia de gênero conduz a muitos temas, como direitos de LGBTI (lésbicas, gays, transexuais, bissexuais e intersexuais), aborto, eutanásia, todos estes temas estão sendo discutidos em todo este processo para a Constituição”.

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