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Homilias de Dom Fernando Antônio Figueiredo

16.03.2017

Lc 16, 19-31 - Parábola do mau rico e do pobre Lázaro

 

        

 

A parábola fala de um homem muito rico, não propriamente cruel ou desdenhoso, mas que, simplesmente, ignora o pobre mendigo, prostrado à porta de sua casa, definhando-se. Requintadamente vestido, ele se deleita em sua riqueza, o que leva S. Jerônimo a exclamar: “Ó mais infeliz entre os homens, vês um membro do teu corpo prostrado diante da porta e não tens compaixão. Em meio às tuas riquezas, o que fazes do que te é supérfluo? ”. Hoje, perante tantos famintos, desprezados e rejeitados, a mesma indignação arde em nossos corações. No entanto, no dizer do Papa Francisco, “muitos se acomodam e se esquecem dos outros, não veem seus problemas, suas chagas e dores. Estes caem no indiferentismo”. 

 

Quando ambos morreram, os anjos levaram o pobre Lázaro “para junto de Abraão”, enquanto o rico permanece “na região dos mortos, no meio dos tormentos”. O abismo que os separa foi criado ao longo da vida terrena: Lázaro não representa simplesmente um pobre, mas também um homem de fé, que, apesar de uma vida adversa e sofredora, não perde a esperança em Deus. Aliás, seu nome significa: “Deus é meu auxílio”. Doutra parte, o rico aponta para aquele que está preso aos bens materiais e aos prazeres humanos, e não vê nada mais além das riquezas. Na parábola, é significativo o fato de Jesus, observa S. Agostinho, “não se referir ao nome do rico, mas dizer apenas o nome do pobre. O nome do rico andava de boca em boca, mas Deus não o nomeia; o nome do pobre, ninguém o dizia, mas Deus o revela. Assim, Deus, que habita no céu, silencia o nome do rico, porque não o encontra inscrito no céu, porém, declara o nome do pobre, porque aí está inscrito, por sua própria solicitação”. 

 

Pródiga em imagens, a parábola retrata a retribuição concedida a Lázaro e os sofrimentos do rico. Severidade do Mestre? O objetivo da parábola é bem outro; o que é ressaltado, não são os sofrimentos do rico, mas sim as palavras dos profetas, referentes à esmola e às suas consequências para a eternidade: “Ela cobre uma multidão de pecados”. Como se infere, as ideias de paz, de partilha de bens e de caridade constituem um caminho privilegiado para alcançar a comunhão de vida com Deus; os pobres são apresentados como força salvadora, por serem, segundo S. Gregório de Nissa, “os administradores da nossa esperança”. 

 

 

Dom Fernando Antônio Figueiredo, ofm

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