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A polêmica do Cristo da Odebrecht no Peru

27.03.2017

 

A solução seria derrubar a imagem, cujas entranhas escondem a corrupção?

 

Com os braços estendidos, a imagem de Cristo mais parece pedir redenção em meio à desolação. Olhando da baía de Lima, em cima do morro do Pacífico (localizado no balneário de Chorrillos,), foi erguida a réplica do Cristo Redentor do Rio de Janeiro no Peru. Oferecida à cidade de Lima como um presente do ex-presidente Alan Garía, em 2011, a imagem que tenta abraçar o povo peruano está totalmente abandonada.

 

“Venho só duas vezes ao mês”, informou o guia turístico Toribio Ferrer à imprensa estrangeira. “Os visitantes se interessam mais pela vista da cidade do que pela estátua de 22 metros de altura”, argumentou. A imagem, revestida com uma capa de acrílico para proteger da umidade não está em seu melhor momento. Mas por que o monumento tem gerado tanta polêmica?

 

Presente da Odebrecht

O monumento, batizado de “Cristo do Pacífico”, foi majoritariamente financiado pela empresa brasileira Odebrecht, que está sendo processada por corrupção. Na época, a Odebrecht estava inaugurando a linha 1 do metrô de Lima, uma obra pela qual, de acordo com as investigações, a empresa pagou 7 milhões de dólares em propinas para vencer a licitação.  A empresa também é investigada no Brasil e em outros países da América Latina e da África. Os pagamentos de propina estariam relacionados a mais de 100 projetos de obras na Angola, Argentina, Colômbia, República Dominicana, Guatemala, Venezuela, no Equador, México, Moçambique, Panamá e Peru.  Os donos estão presos por crimes de corrupção em obras públicas.

 

A cópia gigantesca do Cristo Redentor do Rio de Janeiro não se tornou o atrativo turístico que o então presidente Alan García almejava.


E está gerando discórdia. Recentemente, a imagem foi pichada com frases como: “Não roubarás”, “Não aos corruptos” e “Odebrecht fora do país”.

 

Parte da população acha que a imagem é o símbolo da corrupção e deve ser derrubada.

 

“Já que o Cristo foi doado pela Odebrecht, é inaceitável que esta figura esteja ali, continue ali e não se diga nada do assunto. Ainda que não se decida tirar o Cristo, é preciso gerar uma reflexão sobre este assunto”, disse à AFP o diretor da ONG Proética, Walter Albán.

 

Mas a imagem pode ser considerada como um emblema da corrupção na América Latina? Se a imagem for retirada, eliminaremos a corrupção?

 

O ponto de vista da Igreja

O presidente da Conferência Episcopal Peruana, monsenhor Salvador Piñeiro foi consultado sobre a polêmica de derrubar ou não a estátua do Cristo. Para a imprensa estrangeira, o religioso disse: “Nós fomos à inauguração da estátua por cortesia, porque nos convidaram. Mas esta iniciativa não pertence à Igreja.”

O monsenhor ainda assinalou que a permanência da imagem no local será debatida entre os bispos e, depois, será apresentado um posicionamento da Igreja sobre o caso.

 

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