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Estes muçulmanos chegaram a Europa buscando asilo e descobriram a fé em Cristo

22.04.2017

 

 

 

 

Foto Referencial / Foto: Pixabay. Domínio público.

 

MADRI - A Europa recebe centenas de milhares de imigrantes e refugiados provenientes dos países do Oriente Médio que chegam buscando a paz que não existe em seus países de origem e muitos deles, cada vez mais, encontram também a alegria da fé em Cristo.

 

Segundo explica a revista espanhola Alfa y Omega, em 2016 mais de 200 muçulmanos foram batizados como cristãos católicos na França. Na Alemanha, foram batizados 196 e, na Dinamarca, cerca de 100.

 

Em 2017, calcula-se que 422 muçulmanos serão batizados na Áustria, 190 deles em Viena. Além disso, há mais de 250 pessoas árabes em diversas catequeses e formação para receber o Batismo.

 

Um desses muçulmanos que encontrou Cristo na Europa é Arash, proveniente do Irã, que cresceu como muçulmano até que começou a fazer algumas perguntas sobre esta religião.

 

“Comecei a questionar algumas coisas como a discriminação das mulheres. Conheci a minha esposa pela internet, ela é do Irã como eu, mas vivia em Hamburgo e frequentava uma igreja protestante. Ela falava muito sobre o Cristianismo, então, quando eu a visitei durante alguns meses, ambos fomos juntos lá e recebi alguns cursos de preparação. E pouco antes de voltar ao Irã para nos casar, fui batizado”, assegurou à revista Alfa y Omega.

 

Entretanto, quando eles voltaram para Teerã em 2000, tanto Arash como sua esposa começaram a receber ameaças por terem se convertido, até que finalmente tiveram que se mudar para a Áustria.

 

Quando já estavam seguros em Viena, capital da Áustria, sua esposa e ele começaram um curso sobre a fé em uma igreja católica.

 

Depois de um longo caminho de discernimento, em 2016, Arash e sua esposa decidiram ser batizados na igreja católica.

 

Arash relata que “desde o principio eu achei o cristianismo muito atraente. Eu desejava mais paz, mais igualdade entre as pessoas. No cristianismo, encontrei um mundo totalmente diferente. Você tem mais liberdade. É totalmente diferente, há uma série de restrições, tudo está sob controle, a sociedade te avalia de acordo com a tua prática religiosa, faz parte da vida, dos negócios, do trabalho, da família".

 

Além disso, assegura à revista que se sente “muito sortudo por ter encontrado o Caminho, por ter escutado e seguido a voz do Senhor” e espera que muitos iranianos possam encontrar Cristo como ele encontrou.

 

“Graças à internet, as pessoas podem encontrar informações que antes não tínhamos. Há milhões de muçulmanos no mundo que, se pudessem ser livres, com certeza gostariam de encontrar a paz e o amor que nós encontramos em Cristo”, assinala.

 

Atualmente Arash trabalha como tradutor para a delegação de pastoral da diocese de Viena e ajuda aqueles que como ele se aproximam da Igreja, apesar das dificuldades do idioma.

 

Conversões interessadas?

Ante a possibilidade de que algumas dessas conversões sejam interessadas, a coordenadora da catequese de adultos da diocese de Viena, Friederike Dostal, assegurou a Alfa y Omega que verificam de maneira exaustiva que exista um verdadeiro processo de conversão.

 

Nesse sentido, explica que o fato de que muitos muçulmanos que querem ser católicos já acreditem na existência de Deus torna o processo de conversão mais simples do que os conversos do Ocidente que provêm do ateísmo ou do agnosticismo.

 

“Enfatizamos especialmente a figura de Jesus Cristo. É muito interessante comprovar como essas pessoas que já conhecem Deus chegam a conhecer mais sobre Ele graças a apresentação que fazemos de Jesus. Descobrem assim a maravilha de um Deus que está perto de nós, com quem podemos conversar, que te acompanha. Isso faz uma grande diferença para eles”, disse Dostal.

 

Além disso, sublinha que ao descobrir Cristo, descobre também “o seu amor e a sua paz”. “Chama a atenção deles o fato de que Cristo trate muito bem tanto as mulheres como os homens. Leem o Evangelho e se impressionam com a história da mulher que estava prestes a ser apedrejada até a morte e Jesus lhe deu uma nova vida”, diz o coordenador.

 

O que mais impressiona, destaca, é ver que é possível viver a sua fé com liberdade, “com essa liberdade que o Evangelho lhes dá”.

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