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3 chaves para entender a viagem do Papa Francisco ao Egito

29.04.2017

 

Papa Francisco em uma Audiência Geral / Foto: Lucía Ballester (ACI Prensa)

 

Roma - Uma oportunidade para promover a paz e apoiar os cristãos egípcios. Assim dois líderes católicos do Egito definiram a visita que o Papa Francisco está realizando ao país do Nilo.

 

Em declarações ao Grupo ACI, o Bispo Copta Católico de Gizé, Dom Antonios Aziz Mina, e o porta-voz da Igreja Católica no Egito, Pe. Rafic Greiche, concordaram que o Santo Padre levará uma mensagem profética aos muçulmanos e cristãos do Egito, e também do mundo inteiro.

 

Ecumenismo, diálogo inter-religioso e segurança são as três chaves que são necessárias para compreender os motivos desta viagem.

 

1. Ecumenismo de sangue

Dom Aziz Mina explicou ao Grupo ACI que o Papa leva ao Egito, sobretudo, “uma mensagem de solidariedade, especialmente depois dos atentados terroristas no Domingo de Ramos” contra igrejas coptas do Cairo e da Alexandria, que provocaram dezenas de mortes.

 

“O Papa vem para nos transmitir a solidariedade de toda a Igreja para com todos os cristãos no Egito, especialmente os Coptos Ortodoxos, que são aqueles que tiveram mais mártires em nome de Cristo nestes últimos atentados. O Papa leva ao Egito uma mensagem de paz, como vigário de Cristo. Como chefe da Igreja Católica, traz uma mensagem de paz aos seus filhos que estão no Egito”.

 

O Pe. Greiche valorizou a importância ecumênica da presença de Francisco no Egito e insistiu na ideia do “ecumenismo de sangue” defendida pelo Papa, que implicaria uma união dos cristãos existentes através do sangue dos mártires derramado em diversos lugares do mundo.

 

“A visita do Papa Católico ao Papa dos Coptos Ortodoxos é um sinal de solidariedade. Acho que é positivo que o Papa Francisco insista na ideia do ‘ecumenismo sangue’”, ressaltou.

 

Além disso, o sacerdote indicou que existem “grandes expectativas sobre esta visita, porque o Papa visita o Egito em um momento histórico, em um contexto em que todos os egípcios, cristãos e muçulmanos, se tornaram irmãos de sangue depois dos atentados contra as igrejas há algumas semanas. Neste contexto, o Papa vem nos dar fortaleza, paz e esperança”.

 

2. Diálogo com o Islã

Perguntados sobre o que significa a visita do Pontífice à Universidade de Al-Azhar, no Cairo, o centro teológico mais importante do mundo muçulmano sunita, o Bispo de Gizé indicou que ajudará no caminho da compreensão mútua.

 

“Não se trata de mudar a percepção que o Islamismo tem do Cristianismo, mas o objetivo é fortalecer as relações com as autoridades da religião islâmica”.

 

Nesse sentido, recordou que “há um diálogo entre a Santa Sé e Al-Azhar, que teve uma pausa por alguns anos, mas atualmente, há aproximadamente seis meses, foi reiniciado com encontros no Vaticano e em Al-Azhar”.

 

“Esta visita do Papa Francisco fortalece o desejo de diálogo e de compreensão. Não se trata de mudar a percepção da religião, porque o dogma nunca se discute”.

 

“O diálogo com os muçulmanos é importante para descobrir e compreender o outro, trocar e compartilhar ideias. Por isso, a visita do Papa ao Al-Azhar é importante”, explicou o Pe. Greiche.

 

3. Segurança

Por último, ambos refletiram sobre a situação da segurança do Papa ao visitar um país onde estão acontecendo ataques contra as comunidades cristãs.

 

Dom Aziz defende que “não há nenhum risco para o Papa. Nenhum. O governo egípcio garantiu a sua segurança. Há muitos chefes de Estado que vêm ao Egito e a polícia está acostumada a garantir a passagem de todos os chefes de estado que vêm ao país. O Papa estará bem protegido”.

 

Por sua parte, o porta-voz da Igreja Católica no Egito recordou que “o Governo está fazendo todo o possível para garantir a segurança do Papa. Acredito que não haja nenhum problema”.

 

O Egito, com cerca de 84 milhões de habitantes, tem uma das maiores minorias cristãs do mundo islâmico. De 5% a 10% dos seus habitantes são cristãos, a maioria deles pertence à Igreja Copta Ortodoxa, embora também haja uma minoria católica.

 

A Igreja Católica no país tem 14 dioceses e 22 Bispos. Dessas 14 dioceses, 8 são de rito Copto e as outras são de rito greco-melquita, maronita, caldeu, siríaco, armênio e latino.

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