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VÍDEO: Muçulmano cruza de joelhos Santuário de Fátima para pedir união dos credos

12.05.2017

 

 

 

FATIMA - Um jovem muçulmano cruzou de joelhos o Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em Portugal, para rezar pela união das religiões e pelo seu filho que nascerá em breve.

 

Sami Aoun nasceu no Líbano, é casado e em dois meses a sua esposa dará à luz o seu primeiro filho.

Em declarações à agência Lusa, Sami indicou que conhecia as aparições de Nossa Senhora de Fátima e aproveitou a oportunidade para visitar o Santuário enquanto estava de férias em Madri.

 

“Embora seja longe, valia a pena visitar este local abençoado”, disse o jovem de 29 anos.

 

Depois de chegar ao local, Sami se ajoelhou e cruzou o pátio do santuário. No caminho uma peregrina da Ásia ficou ao seu lado e começou a rezar por ele. Outra mulher também se ajoelhou e o encorajou. Quando estava chegando perto da Capela das Aparições, dois amigos do Líbano o ajudaram.

 

Enquanto caminhava de joelhos, estava chovendo e rejeitou o guarda-chuva e joelheiras que as pessoas lhe ofereciam.

 

“É uma sensação fantástica. Sente-se talvez 0,001% daquilo que Jesus sentiu na última hora, quando foi levado para a cruz”, manifestou Sami Aoun.

 

O jovem indicou que esta foi uma oferta pelo seu filho não nascido e para que haja mais “união entre cristãos e muçulmanos”. Acrescentou que também era “um gesto” para mostrar que todos podem “viver juntos”.

 

Em sua opinião, “o muçulmano tem que acreditar primeiro no cristianismo e depois no islamismo, porque o cristão veio antes e abriu o caminho para que todas as pessoas acreditassem em Deus”.

 

“Eu acredito na Virgem Maria. Acredito que ela apareceu aqui para as três crianças. Quando vim aqui para visitar Fátima e vi que as pessoas estavam fazendo isso (caminhar de joelhos como uma oferta para pedir alguma coisa ou cumprir uma promessa), eu também fiz, pela Virgem Maria e por Jesus Cristo”, manifestou Sami. “Como muçulmano, acredito em Jesus Cristo e o amo muito”, acrescentou.

 

O jovem libanês comentou que no seu país há uma mesquita e uma igreja “há 60 metros de distância”.

 

Um dos compatriotas que ajudou o Sami, Mohammed, indicou que “em nosso país também houve uma grande divisão, que é vergonhosa na história do Líbano, a guerra civil entre muçulmanos e cristãos. Mas o país sempre recebeu todos: de armênios a curdos, inclusive os palestinos. É muito importante a união dos povos”.

 

A Virgem Maria e os muçulmanos

O falecido Arcebispo Fulton Sheen, pioneiro da presença católica nos meios de comunicação nos Estados Unidos, afirmou em um artigo que, para os muçulmanos, Maria é a verdadeira Sayyida ou Senhora. Indicou que no capítulo 19 do Corão há 41 versos sobre Jesus e Maria.

 

”Existe tal defesa da virgindade de Maria aqui, que o quarto livro do Corão, atribui a condenação dos judeus à monstruosa calúnia deles contra a Virgem Maria”, escreveu o Prelado.

 

Em seu texto, recordou que até mesmo o Profeta Maomé escreveu depois da morte da sua filha Fátima as-Zahra: “Serás a mais abençoada entre todas as mulheres no paraíso, depois de Maria”.

 

O Arcebispo Sheen também explicou que o local onde ocorreram as aparições da Virgem aos três pastorinhos em 1917 tem uma ligação com a filha do Profeta Maomé. Quando os muçulmanos foram expulsos de Portugal, a filha do último líder muçulmano também se chamava Fátima. Um católico se apaixonou por ela e esta se converteu ao cristianismo. Seu esposo a amava tanto que mudou o nome do povoado onde viviam pelo de Fátima.

 

O Prelado assinalou que “a Santíssima Virgem escolheu ser conhecida como ‘Nossa Senhora de Fátima’ como promessa e sinal de esperança para o povo muçulmano e assegurando que eles, que a manifestavam tanto respeito, um dia aceitarão também o seu Divino Filho”.

 

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