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HOMILIA NA ASCENSÃO DO SENHOR A - 2017

28.05.2017

 

Capela da Ascensão

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

 

Irmãos e irmãs, hoje nós nos reunimos para a Solenidade da Ascensão do Senhor aos Céus, “Santuário não feito por mãos humanas”, no dizer do autor da carta aos Hebreus, mas por Deus mesmo. Esta entrada do Senhor nos Céus não significa que lá não estava nem que nos deixou. Já o grande Santo Agostinho a isto se referiu quando disse: “Ele não deixou o Céu quando desceu de lá até nós, nem se afastou de nós quando voltou a subir ao Céu”.

 

Esta convicção gera em nós a alegria de nos sabermos de tal modo amados por Deus que nosso coração se enche de esperança. Lá tendo entrado o Senhor, pelo seu próprio Sangue e não por sangue de animais, é motivo para não desanimar em também lá chegar. Aliás, já estamos, pois Cristo, nossa Cabeça nos introduziu na sua Ssma. Humanidade.

 

As leituras que ouvimos hoje, procuram nos conduzir a esta compreensão da nossa fé a fim de não nos entregarmos à uma nostalgia que a nada serve. Pelo contrário, nos estimula a permanecer no Senhor, posto que Ele prometeu ficar conosco até o fim. Esta sua disposição de amor, nós contemplamos todas as vezes que temos a Santa Cruz diante dos nossos olhos e em nosso coração: Ele me amou até o fim, para que até o fim e, apesar de tudo, também eu o ame; também o queira; também por Ele esteja disposto a sacrificar tudo: meu tempo, meus afetos, meus projetos, se em alguma destas coisas, houver o perigo de perdê-lo. Exigente? Sim, e muito! Mas não sejamos bobos, não é assim a lógica do verdadeiro amor? Não é assim que nós também, por bem menos, exigimos de nós mesmos, dos outros e por coisas, quando muito queremos???

 

Assim nos ama o Amor! Deus é um Deus ciumento. Nos amou até o fim para que “sive ergo vívimos , sive mórimur Dómini sumus” (Rm 14, 7-9), “seja, pois, vivendo quer morrendo, do Senhor nós somos”.

 

Cristo, caros irmãos ao subir aos Céus não nos deixou órfãos, mas providencia um meio privilegiado para continuar conosco até o fim. Nos deixou o Sacramento do Seu Corpo e Sangue e, com ele o Sacerdócio e demais Sacramentos, criando a possibilidade de continuar crescendo em nós e, através de nós, até que Deus seja tudo em todos, isto é, até o fim dos tempos quando entregar e submeter todas as coisas ao Pai, como nos recorda São Paulo. É ele também, o Apóstolo, a nos indicar o modo como Cristo continua presente conosco até o fim: na Sua Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. No dizer de Santo Agostinho, no Cristo Total, Cabeça e membros. Sim Cristo é a Cabeça do Corpo do qual somos membros, isto é, a Sua Igreja.

 

Pela Igreja, Cristo mesmo continua a “crescer”, a sofrer e a vencer neste mundo e sobre este mundo.

 

Dito isto, nossa atenção é dirigida ao que ouvimos de São Lucas, no início dos Atos dos Apóstolos, livro que nos narra o início da vida da Igreja. Aqui, São Lucas nos narra a ordem explícita do Senhor para que eles não saíssem de Jerusalém até a vinda do Espírito Santo, que iremos celebrar no próximo Domingo. Sim, sem o Espírito Santo não poderíamos ter tudo o que o Senhor quis e quer para a Sua Igreja. Nas palavras do Patriarca Atenágoras (1948-1972): "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o Evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos".  Todavia, com o Espírito, tudo se transforma. Continua o Patriarca: “Mas no Espírito Santo o cosmo é enobrecido pela geração do Reino, o Cristo Ressuscitado se faz presente, a Liturgia é memorial e antecipação, a ação humana se diviniza”.

 

É esta ação humana divinizada que o Senhor espera de nós com a sua Ascensão aos Céus. Ele em nós e, doravante, nós n’Ele, formando o Cristo Total, a Sua Igreja no anúncio da Salvação já realizada uma vez por todas que, Ele o quer, deve chegar a todos os povos através da pregação com palavras e com o nosso testemunho. Isto deve levar à incorporação à Igreja pelo Batismo e Crisma, bem como o alimentar-se do Seu Corpo e Sangue para que a vida cristã cresça dia após dia. Trata-se de propor a alegre notícia de Deus que nos enviou Seu Filho que morreu e ressuscitou para a nossa salvação. E esta salvação, caros irmãos é a que celebramos quando celebramos a Divina Eucaristia, como a chamava São João Crisóstomo, onde o próprio Senhor se faz presente na Igreja e, por ela no mundo. Hoje somos chamados a nos tornar “christóforos”, isto é, portadores de Cristo Jesus e da sua verdade.

 

A inteligência tende sempre para a verdade! A mentira, pois é uma violência à inteligência. Sejamos inteligentes e cooperemos com o Senhor, não ficando olhando para o Céu. Lá devemos ter nosso coração e cá na terra os nossos pés caminhando e partilhando a alegria de crer e estar no Senhor e no seu corpo que é a Igreja, da qual somos feitos membros d’Ele pelo Batismo e confirmados pela Crisma para testemunhá-Lo ao mundo.

 

Que o Senhor nos envie Seu Espírito para nos mover a amá-Lo sempre mais e a testemunhá-Lo.

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Autor: Prof. Pe. Mestre Samuel Pereira Viana Nascido em Duque de Caxias (RJ) e Ordenado Presbítero na Diocese de Santo Amaro. Mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.Pároco: Paróquia São José (2008- atualmente).

 

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