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Homilia: 16 Domingo Comum - Ano A

21.07.2017

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Irmãos e irmãs, neste XVI Domingo do Tempo Comum, nós ouvimos três verdades da nossa fé que estão interligadas. Verdades estas que nos vem da Revelação, fonte donde brota a orientação para nossa vida. Estar orientado significa estar de frente para o oriente, lugar de onde nasce o sol. Por quê, pois, estar orientado? Na SE nos é dito que é do Oriente que nos vem a Salvação. Isto porque lá nasceu Cristo, de lá, pois, vem Aquele que Zacarias, o pai de São João Batista, chama de Sol Nascente que nos veio visitar. Então, ser orientado, nada mais é do que estarmos sempre voltados para o Senhor!

 

Esta posição é tão importante que é marcada na arquitetura de nossas Igrejas. Quando construídas, o Altar deveria sempre ficar na posição voltada para o oriente, que significa estar voltado para o Senhor. É o que significa o convite no início da Oração Eucarística: “Corações ao Alto”! Ao que todos respondem: “Nosso coração está em Deus”! Devemos prestar atenção a estas palavras e vivê-las em nossa vida.

 

Neste sentido, consideremos as três verdades que aludi a pouco. Quais são elas?

 

1. Deus é Deus! Não dá satisfações a quem quer que seja. É justo tanto no punir, quanto no perdoar. Nele, Misericórdia e Justiça não estão em contradição. Quando Deus age misericordiosamente, o faz com Justiça e quando age com Justiça, o faz com Misericórdia. Em Deus, pois, nós não devemos separar uma coisa da outra, mesmo que nossa mente não consiga compreender como isto pode ser assim, pois para nós, ser justo não é ser misericordioso e vice-versa. Nós separamos, pois não conseguimos juntar estas duas realidades, porque marcados pelo pecado, nós achamos que castigar ou punir é não ter misericórdia. Isto é um erro da nossa parte. Muitas vezes querendo ser misericordiosos, somos condescendentes, relaxados, cúmplices no erro alheio; quando queremos ser justos, agimos com tal rigor, que não sobra espaço para o arrependimento e o perdão. A leitura que ouvimos do livro da Sabedoria nos corrige, portanto, deste nosso erro em julgar e agir. Deus quando pune, o faz em vista do perdão e do amor que quer nos conceder. Nós, muitas vezes, não somos justos, somos vingativos; Deus não! Aprendamos dEle!

 

2. Importa, portanto aprender a rezar e a estar em paz com Deus. Rezar é nos colocarmos como somos diante DEle. Na sua presença, devemos ser nós mesmos em diálogo amoroso. De nada nos adianta belas palavras ou preces se elas não brotam de um coração sincero e arrependido. Mas, e quando nós não conseguimos nem  compreender a nós mesmos? O que dizer a Deus? Como rezar? Somente ficar em silêncio. Olhá-lo e nos deixar olhar. Mas este silêncio não é mudo. Pelo contrário, fala mais alto do que muito alarido. Lembremos da advertência que nos faz o Senhor, aos que pensam que Deus não conhece do que temos necessidade: “Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos” (Mateus 6, 7). Os pagãos fazem isso. A oração do publicano foi curta e sentida: “Tem misericórdia de mim, pecador”. Dizer o que mais, além disso? Por isso, o Senhor diz que foi ouvido e voltou para casa perdoado. Mas então, como rezar? São Paulo nos ensina: “o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis”. Estes, não é um enrolar da língua, mas é aquilo que o Espírito pede a Deus por nós, o que de fato temos necessidade. Permitir que Ele reze em nós, é nos colocarmos como somos diante de Deus e implorar seu Amor, Justiça e Misericórdia.

 

3. Aqui chegamos ao terceiro ponto: as Parábolas que hoje Jesus conta sobre o Reino de Deus. E por quê Ele fala assim do Reino? Uma Parábola é uma explicação prolongada e que tem um ensinamento nos símbolos que usa. Todos os símbolos que hoje ouvimos nos falam de uma realidade que contraria nosso modo de julgar. O joio e o trigo; a semente de mostarda e o fermento na massa. São imagens que apontam para realidades muito pequenas e modestas. O gosto do mundo, do nosso tantas vezes, é de coisas grandiosas e vistosas... Nosso Senhor, ao falar do Reino, corrige esse modo de pensar. O Reino de Deus não é questão de estatística nem de grandes números, mas o que São Paulo ensina em Rm 14, 17: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” Ora, isto nos remete para o início da nossa religião. Apenas alguns poucos homens rudes, sem muita cultura... mas converteram o Império, espalharam a fé e como a semente de mostarda, debaixo de si, nos protege a sombra da Igreja do Senhor! Deste modo, não nos espantemos se nela tem joio e trigo; devemos nos esforçar para ser sempre trigo!!! No fim haverá a separação, não agora. Não nos desesperemos se a felicidade do Reino de Deus que almejamos demora a se concretizar; é como fermento na massa... além do mais, lemos nos Atos dos Apóstolos que Paulo e Barnabé, pregaram “... encorajando os discípulos.

 

Exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É necessário passar por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus” (At. 14,22). Ninguém se iluda! Mas também, lembrem-se do que nos diz o Senhor no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa” (Mt 5).

 

Caros irmãos, Deus é Justo e Misericordioso; nos pune como advertência porque nos ama e quer a nossa felicidade. Aprendamos sempre mais com o Espírito Santo a rezar, deixemos que Ele reze em nós e nós com Ele. Assim cresceremos espiritualmente e compreenderemos um pouco mais que Deus é Deus, e nós não somos Ele! Vivamos com o coração no Alto, e com os pés bem firmes no chão!

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

 

Autor: Prof. Pe. Mestre Samuel Pereira Viana Nascido em Duque de Caxias (RJ) e Ordenado Presbítero na Diocese de Santo Amaro. Mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.Pároco: Paróquia São José (2008- atualmente)

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