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Viagem à Rússia é fruto do progresso nas relações entre duas Igrejas

21.08.2017

 

 

Card. Parolin foi feito Cardeal em fevereiro de 2014 - ANSA

 

Cidade do Vaticano - Às vésperas de sua importante visita à Rússia, o Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, concedeu uma longa e articulada entrevista à Agência russa Tass.

 

Um novo olhar nas relações entre Igreja Católica e Ortodoxa Russa

O purpurado sublinha, antes de tudo, que o encontro com a "hierarquia ortodoxa testemunha uma abertura que se instaurou nos últimos anos, culminando com o encontro em Havana do ano passado" entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill.

 

Aquele encontro - observa o Cardeal Parolin - serviu para trazer um novo olhar, possibilitando "olhar-se não prevalentementemente sob a ótica do passado", mas com aquela da "comunhão desejada e perseguida".

É esta a condição - acrescenta - necessária "para que possamos dar novos passos, inéditos passos, para o desenvolvimento do diálogo ecumênico" entre católicos e ortodoxos. Um caminho que requer "amor, paciência, tenacidade e esforço".

 

São Nicolau

O Cardeal cita, neste sentido, a iniciativa das Relíquias de São Nicolau, chegadas em Moscou vindas da cidade italiana Bari, e acolhidas com "entusiasmo e devoção" pelos fiéis russos nos mais de dois meses de permanência na capital e em São Petersburgo.

 

Crise de valores pede maior cooperação entre as duas Confissões

Interpelado sobre a crise de valores no mundo de hoje, o Secretário de Estado frisou que é urgente "uma cooperação mais eficaz entre as várias Confissões".

 

"Um entendimento sempre maior entre as Igrejas - destaca - poderá dar a própria contribuição também por meio da partilha das experiências vividas em regiões diversas".

 

Terrorismo

O Cardeal Parolin é perguntado sobre o terrorismo, perigo - sublinha - que "deve ser enfrentado", ressaltando porém, que isto deve ser ser feito "com muita atenção sobre as eventuais modalidades de ações, com o objetivo de evitar que ações de força desencadeiem, por sua vez,novas espirais de violência".

Trabalho da Igreja é a longo prazo

 

O trabalho da Igreja - precisa o purpurado - "é sempre um trabalho a longo prazo, feito de educação e formação das consciência", recordando que, nos últimos decênios, a Santa Sé não poupou esforços para "iniciar, consolidar e até mesmo retomar relações de diálogo em nível cultural e religioso, mas sobretudo em nível social-humanitário".

 

Aquecimento global

A Agência Tass pergunta então ao Cardeal Parolin uma avaliação da presidência de Donald Trump. O Secretário de Estado, neste sentido, faz votos ao Presidente estadunidense, "assim como a todos os protagonistas da comunidade internacional, para não desistir" de "buscar uma redução do aquecimento global do planeta".

 

Ouvir os apelos do Papa para construir a paz

O Secretário de Estado vaticano, observa então que nas relações internacionais, cada vez mais "amadurece a consciência de que as políticas e estratégias baseadas no confronto aberto", quase "um diálogo ente surdos" ou pior, "alimentado pelo medo e pelo terror das armas atômicas ou químicas, não abrem a porta para soluções justas e duráveis aos problemas entre as nações".

 

É necessário escutar o Papa Francisco - exorta o purpurado - quando pede aos líderes mundiais para "construir a paz" e "não fechar-se em interesses nacionais ou parciais".

 

Venezuela

Por fim, o Cardeal Parolin é interpelado sobre a grave situação na Venezuela, país bem conhecido do purpurado, visto ali ter sido Núncio antes de ser nomeado Secretário de Estado.

"A Santa Sé - sublinhou - se empenhou muito para favorecer uma solução pacífica e democrática, mesmo em meio a muitas incompreensões".

 

Assim, mais uma vez evidencia que o caminho "é sempre o mesmo": "deve-se encontrar, criar um clima de confiança", evitanto confrontos e tensões e "respeitando a justiça e as regras da democracia".

 

O Cardeal Parolin recorda a grave crise humanitária pela qual atravessa o país e lança um apelo à comunidade internacional e aos países amigos da Venezuela para "prestar a sua desinteressada e pacífica ajuda, para que haja uma evolução positiva" dos acontecimentos".

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