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Papa beatificou dois mártires colombianos na festa da Natividade da Virgem


Papa Francisco em Villavicencio / Crédito: Eduardo Berdejo (ACI Prensa)


Villavicencio - Em sua visita a Villavicencio, no dia da Natividade da Virgem Maira, o Papa Francisco celebra uma Missamultitudinária, na qual beatificou Dom Jesús Jaramillo, Bispo de Arauca, e Pe. Pedro Ramírez, mártir de Armero.



Depois de escutar o pedido dos bispos de Arauca e Garzón para que sejam incluídos no número dos beatos, o Papa Francisco pronunciou a seguinte fórmula de beatificação:


“Nós acolhendo o desejo dos nossos irmãos Jaime Muñoz Pedroza, Bispo de Arauca, e Fabio Duque Jaramillo, O.F.M., Bispo de Garzón, bem como o de muitos outros irmãos no Episcopado e de inúmeros fiéis, depois de ter escutado o parecer da Congregação para as Causas dos Santos, declaramos com a Nossa Autoridade Apostólica que os Veneráveis Servos de Deus Jesús Emilio Jaramillo Monsalve, do Instituto de Missões Estrangeiras de Yarumal, Bispo de Arauca, e Pedro Maria Ramírez Ramos, sacerdote diocesano, pároco de Armero, mártires que, como pastores segundo o coração de Cristo e coerentes testemunhos do Evangelho, derramaram o sangue por amor ao rebanho que lhes foi confiado, de agora em diante sejam chamados Beatos, e a sua festa se poderá celebrar, nos lugares e segundo o modo estabelecidos pelo direito, anualmente, no dia em 3 e 24 de outubro, respectivamente. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. C. Amém”.


Dom Jesús Jaramillo Monsalve, Missionário Xaveriano de Yarumal, foi assassinado pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) em 1989.


Pe. Pedro Maria Ramírez Ramos foi morto a marretadas em 1948 por um grupo de assassinos que entraram na igreja em meio às revoltas que em abril daquele ano agitaram o povoado de Armero.


Estes mártires são uma “expressão de um povo que quer sair do pântano da violência e do rancor”, disse o Papa na Missa que reuniu cerca de meio milhão de pessoas provenientes das vastas regiões de Los Llanos, uma zona afetada por 5 décadas de conflito armado.


Em sua chegada ao terreno Catama, o Santo Padre foi recebido por um grupo de indígenas representantes da Organização nacional indígena da Colômbia (ONIC), que entregou ao Pontífice uma mensagem junto com um sombrero e um colar próprio de seu povo.


Ao começar a Missa, os indígenas voltaram a aproximar-se do Papa e lhe entregaram um “bastão da paz”, arcos, fechas e elementos próprios de sua cultura, gesto ao qual o Pontífice agradeceu.

Após a declaração de beatificação, foram expostos os retratos dos novos beatos colombianos e alguns familiares depositaram suas relíquias e ofertas diante da imagem de Nossa Senhora do Carmo, padroeiro dos villavicenses.


A Eucaristia foi celebrada no marco da jornada “Reconciliar-nos em Deus, com os colombianos e com a natureza”.


Nesse sentido, o Papa afirmou em sua homilia que a reconciliação “só é possível se enchermos com a luz do Evangelho as nossas histórias de pecado, violência e conflito”.


“A reconciliação não é uma palavra abstrata; se assim fosse, traria apenas esterilidade; antes, distância. Reconciliar-se é abrir uma porta a todas e cada uma das pessoas que viveram a realidade dramática do conflito”, explicou.


O Pontífice assinalou que “cabe a nós dizer ‘sim’ à reconciliação; e, neste ‘sim’, incluamos também a natureza. Não é por acaso que, inclusive sobre ela, se tenham desencadeado as nossas paixões possessivas, a nossa ânsia de domínio”.


“Um vosso compatriota canta-o com primor: ‘As árvores estão a chorar, são testemunhas de tantos anos de violência. O mar aparece acastanhado, mistura de sangue com a terra’”, disse o Santo Padre em alusão à canção do artista Juanes ‘Minas piedras’ (Minhas pedras).


“É preciso que alguns tenham a coragem de dar o primeiro passo nesta direção, sem esperar que o façam os outros. Basta uma pessoa boa, para que haja esperança. E cada um de nós pode ser esta pessoa!”, incentivou o Papa Francisco.


Ao final da Missa, o Arcebispo de Villavicencio, Dom Óscar Urbina Ortega, agradeceu ao Santo Padre por “ser pedagogo do encontro em uma sociedade que, pela discórdia e inimizade, vive o medo e a desconfiança”.


“Sua, visita, sua presença, sua palavra, nos anima a ser levedura de reconciliação nesta terra onde vivemos por longos anos conflitos armados e onde temos uma responsabilidade especial de ser custódios do tesouro da Amazônia e chamados a participar no cuidado da criação”, expressou Dom Urbina.


Finalmente, o Papa Francisco manifestou sua “proximidade espiritual” a todos os afetados pelo recente terremoto de 8,2 graus que assolou o México e a quem sofreu com a passagem do furacão Irma no Caribe.

“Levo-os em meu coração e rezo por eles. E peço a vocês que se unam a estas intenções e, por favor, não se esqueçam de rezar por mim”, concluiu o Santo Padre.

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