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Homilia: XXV Domingo do Tempo Comum ano A

23.09.2017

 

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!               

 

Irmãos e irmãs, hoje nós nos encontramos aqui reunidos porque nos precedeu o Senhor que nos convocou. Deus tem sempre a precedência na nossa história de Salvação. Nós fomos queridos por Ele antes da fundação do mundo; fomos criados, quando concebidos, com a colaboração de nossos pais e fomos redimidos quando fomos batizados. No dia do nosso Batismo, recebemos a vida divina e fomos marcados para a eternidade com a Cruz Bendita. Mas também, caros irmãos, nossos pais e padrinhos ouviram a exortação da Igreja: “esforçai-vos para que esta vida divina cresça cada dia mais, não obstante o mal que nos cerca”...

 

Neste nosso tempo, o mal que nos cerca parece ser maior do que o Bem ao qual somos chamados. Muitos dizem: “este mundo está perdido”!... Mas será que as coisas estão mesmo assim?...

 

Não podemos nos iludir, nós vivemos tempos de paganismo. E, o que é pior, tempos em que muitos cristãos vivem como se Deus não existisse e como se não fossem seus filhos. A promessa feita no dia do nosso Batismo, confirmada por nós no dia do nosso Crisma, para muitos, infelizmente, parece não ter passado de palavras jogadas ao vento...

 

Qual o resultado deste comportamento contrário aos planos de Deus para a nossa vida, basta que olhemos no espelho da nossa consciência e depois ao redor... Quem vive superficialmente parece não se dar conta de que daquelas coisas que nós reclamamos neste mundo, contrárias à vontade de Deus, tem, muitas vezes, também em nós sua origem. Se não em nós, na nossa omissão e teimosia em nada fazer para mudar a situação.

 

Não nos comportamos como filhos de Deus e nos atrevemos a pedir-lhe ajuda quando sofremos as conseqüências, mesmo não querendo mudar de vida e de atitude. Ora, isto não é invocar a Deus em verdade ou lealmente. Como querer que Ele escute nossas preces? De verdade Ele está perto de quem o invoca, mas de quem o invoca com lealdade!

 

Esta lealdade para com Deus é ao que nós hoje somos chamados. O Evangelho que ouvimos, hoje nos fala dos trabalhadores da vinha. Vinha pode ser entendida aqui como a Igreja, Vinha do Senhor, mas também como o campo do mundo, ao qual somos enviados por Ele, para transformá-lo segundo à sua Santa Vontade, e sempre com o seu auxílio.

 

Na Igreja e, através dela, no mundo, como cristãos todos somos chamados, uns mais cedo, outros mais tarde. A todos, porém, o Senhor promete e dá a recompensa. Esta, porém, vai além dos bens deste mundo. Aliás, os bens deste mundo, são um nada diante do que Deus tem reservado para nós. As palavras são insuficientes para descrevê-los, por isso, o Apóstolo nos diz: “É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.

 

Pois bem, a recompensa ao amor é o Amor! E Deus é Amor! E é este amor que impele Paulo entre duas alternativas, para ele, igualmente válidas, por isso fica sem saber o que escolher. Ficar vivo para o bem dos cristãos ou morrer e ir estar com Cristo. Ele sabe que em ambas Cristo será glorificado. E é isto que importa: que Cristo seja glorificado! Vivos ou mortos, pertencemos a Ele, desde o dia do nosso Batismo. Com Ele nos unimos intimamente quando comungamos e assim, d’Ele vivemos. É assim que somos chamados a viver: unidos a Ele, trabalhando e esperando d’Ele a recompensa.

 

Nós, porém, devemos sempre nos colocar com fé sob o seu amoroso olhar e esperar d’Ele a recompensa que nos quiser dar, não aquilo que achamos merecer. Na verdade, a salvação não somos nós quem determinamos. O que aos nossos olhos podem parecer agonia e pena, na verdade podem ser para nós libertação e aquilo que pensamos ser glória e prêmio pode ser o oposto, se isto não é algo que venha de Deus, mas que buscamos por nós mesmos. Mais uma vez, ouçamos o Profeta Isaías: “Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor; mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa; a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos”. Não queiramos, portanto, querer dizer a Deus o que é melhor para nós. Nós não sabemos por nós, mas somente unidos a Ele e o que Ele hoje nos pede, é que nos entreguemos com afinco ao seu serviço na Igreja e como cristãos, dando testemunho d’Ele no mundo, para que este não mereça mais que digamos que está perdido, pois o Sangue precioso do Senhor banhou esta terra. Deixemos que banhe também nosso coração! Que a Santa Cruz, que celebramos este mês não seja somente um adorno, mas que esteja fincada em nosso coração, para vivermos segundo o que significa: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele” (Jo 3, 14-21).

 

Hoje, somos nós os enviados e os convidados a trabalhar na sua Vinha, continuando a sua missão. Não façamos corpo mole e Ele nos dará a recompensa que é o estar com Ele para sempre. Isto de tal modo sempre impeliu os Santos, que viam a vida neste mundo como um retardar deste amoroso encontro. Isto chegou Santa Teresa d’Ávila a exclamar: «Vivo sin vivir en mí, y tan alta vida espero, que muero porque no muero» (Poesia 2).

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Autor: Prof. Pe. Mestre Samuel Pereira Viana Nascido em Duque de Caxias (RJ) e Ordenado Presbítero na Diocese de Santo Amaro. Mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

Pároco: Paróquia São José (2008- atualmente)

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