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Homilia: Missa 26 Domingo Tempo Comum - Ano A - 01.10.2017

30.09.2017

 

 

 

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Irmãos e irmãs, nestes dois últimos Domingos, e hoje, a Palavra de Deus nos quer purificar de nossas ilusões. Quando o Evangelho e a fé cristã e católica nos convidam a contemplar o mistério da Cruz parece algo, num primeiro momento, que deveria ser evitado. A Cruz Bendita para o que não crê é sempre escândalo e loucura, como o foi para os judeus e pagãos. Ao longo da História tal repulsa continua, continua e continua...

 

O cristianismo já foi chamado, por isso, uma religião para fracos e pobres e, para estes, uma ilusão buscada, uma espécie de droga que nos faz ficar parados, fugindo dos problemas, e não nos movermos para adiante, buscando nossa realização pessoal, nosso sonho e felicidade...

 

Neste nosso tempo em que abundam os que se enriquecem com a produção de textos de autoajuda, explorando os desanimados com palestras motivacionais; com o incentivo à busca de prazeres sem nenhum freio, não poderia ser diferente. Colocam o Bom Deus como se fosse mau e contra nós... E, por isso, é importante nos colocarmos aos pés do Senhor e perguntar: somos mesmos pobres, fracos, ignorantes e covardes? As “coisas” não funcionam por isso, porque nos iludimos esperando o vosso auxílio, como se nada pudéssemos fazer?...

 

Disse que nestes últimos Domingos o Senhor tem querido nos libertar das ilusões. Pois bem. Diante das posturas diferentes sobre nós e a nossa fé: estamos nós enganados ou os que a atacam e colocam Deus como inimigo? Quem vive na ilusão construindo para si um fantasma, uma realidade que não existe?

 

É o tema da disputa constante de Deus com o homem que se faz arrogante. Ouvimos na I Leitura de Ez. Claro texto que exprime, e se repete no Evangelho, da arrogância humana diante do agir de Deus e do humano. E como se trata do agir que é uma consequência do modo como nós consideramos a Deus, a vida e todas as coisas, para resolvermos a questão, é sempre bom nós considerarmos nosso modo de pensar e agir. Deus convida a isso!

 

Domingo passado havia convidado a olhar no espelho da nossa consciência e ao nosso redor. Eis aí a chave para podermos abrir os olhos e enxergarmos o agir de Deus e o nosso. E as conseqüências de um e de outro...

 

Num e noutro caso, no de Deus e do Homem, há sempre um agir e um sofrer as conseqüências. Vejam os que consideram Deus e o que Ele nos revela e ao que nos chama uma grande bobagem: como são suas vidas? Seu comportamento o que produz? Ao longo da história como tudo isto se deu? O que produziu? Vida e liberdade ou morte e escravidão? Vejam as revoluções, as guerras e a corrupção, com seus milhões de mortos e o espalhar da pobreza e humana escravidão... Vejam os que ainda hoje gritam: Liberdade para o Homem; abaixo a religião e a família! É o Estado e o partido que tudo podem!... O que tudo isto gera?... Todas as Nações e seus mortos são testemunhas para nós... testemunhas silenciosas, mas que gritam dos seus túmulos, quando os tiveram, que não lhes demos ouvidos...

 

Mas, agora, vejamos o agir de Deus. O que Ele nos pede que não tenha Ele próprio realizado? A que caminho nos chama que não tenha trilhado? Ouçamos suas testemunhas maiores, os Apóstolos, os Mártires e os Santos. O que constantemente nos repetem? São Paulo hoje resume o que se repetirá sempre naqueles que ouviram, creram e seguiram o Senhor: “aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor;vivei em harmonia, procurando a unidade. Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus.” E o que Cristo nos diz a respeito do mundo, e tudo o que significa,  e da situação na qual nos encontramos? “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16, 33). Não há novidade aqui. O mundo se opõe a Deus, como a Luz às trevas.

 

Os braços que podemos estender ao mundo, não são os nossos, mas aqueles que pendem da Cruz para abraçá-lo... É o que aconselha Paulo e ordena o Senhor ao contar a Parábola que hoje ouvimos, repreendendo os fariseus. Sim, os publicanos e as prostitutas nos precedem no Reino de Deus, não porque o são, mas porque acolheram primeiro a mensagem de São João Batista; depois, do próprio Senhor e se converteram. O abraço e acolhida que o Senhor nos oferece não é para que continuemos com o nosso proceder contrário ao que nos pede Deus, mas para que sejamos transformados e alcancemos o que o mundo e o seu príncipe oferece sem entregar. Ao contrário, aquilo que hoje nos pede o Senhor, contemplar, abraçar e viver o que significa a Cruz Bendita, nos dá aquilo que Ele próprio alcançou-nos por este caminho: viver na glória de Deus! Por isso Ele é Senhor!

 

Mas recordemos o que o Salmista nos fez rezar: “O Senhor é piedade e retidão,  e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.” Aprendamos, caros irmãos e irmãs, aprendamos!

 

E quando parecer que não iremos dar conta, por causa dos nossos pecados, não desanimemos e rezemos também: “O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho” com a certeza que nos dá a Palavra do Senhor: “Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá (Ez 18, 28).

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Autor: Prof. Pe. Mestre Samuel Pereira Viana Nascido em Duque de Caxias (RJ) e Ordenado Presbítero na Diocese de Santo Amaro. Mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

 

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