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Homilia: 22/10/2017 - 29 Domingo Comum Ano A

20.10.2017

 

 

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Irmãos e irmãs, a Liturgia de hoje nos quer fazer refletir sobre a ordem de valores na nossa vida, isto é: a que e a quem nós damos a importância do primeiro lugar. Nós temos como primeiro Mandamento da Lei de Deus a ordem de amá-Lo sobre todas as coisas, o que inclui também as pessoas.

 

A característica de Deus é que Ele é Absoluto e Único. Fora d’Ele não há Deus. O Profeta Isaías nos afirma isto. Deus não tem rival... O faz num contexto político. Quer indicar que Deus age de modo inesperado e que muitas vezes contradiz o nosso modo de pensar, mesmo em relação a Ele. Como não tem rival, não existem outros deuses. Não importa o povo, a nação, a religião... Deus é um só. Porém, este nosso Deus tem um Nome. Seu Nome Santo é Senhor, o Criador do Céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. É o Deus que chamou a Abraão, a Isaac e se revelou a Moisés e que por fim, se revelou no Seu Único Filho Jesus Cristo, Nosso Senhor. Não, portanto qualquer Deus, mas o Deus Único e Verdadeiro e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo que nos deu seu Espírito Santo.

 

Isto O coloca distante de nós, isto é, não podemos querer colocá-Lo ao nosso serviço, querendo que realize os nossos desejos como se fosse um “Gênio da lâmpada”. Deus é Absoluto e Transcendente. No entanto, este mesmo Deus vence, pelo amor que tem por nós, esta distância e se revela e, mais ainda, se envolve na nossa História: é Dominus Deus Sabaóth, Deus dos Exércitos, isto é, Ele sai sempre conosco para a luta, procurando sempre realizar seu plano de amor em nosso favor. Para tanto nada o pode impedir. Ele é Deus que diz e faz! E isto, mesmo quando parece calar-Se...

 

O Profeta indica este modo de agir de Deus, pela sua profecia. Deus foi quem concedeu o poder ao rei Ciro que adorava Marduk, o deus da sua religião, mas que Deus sequer leva em conta, pois não tem rival. Foi Ele, o Senhor quem o conduziu, tendo-o chamado pelo nome. Seus atos guerreiros foram para o povo que Ele escolheu por sua herança, Israel, sua libertação.

 

Assim Deus age. De onde nós não esperamos, por meios que sequer imaginamos ser possíveis, Deus sabe fazer surgir a libertação e a salvação. Daqui que nós somos chamados a não nos desesperarmos do seu auxílio e, mais ainda, a não corrermos para deuses estrangeiros que na verdade são falsidade e ilusão.

 

O mesmo quer Nosso Senhor nos ensinar, quando resolve a armadilha que os fariseus montam para Ele, afim de encontrar motivo para acusá-Lo diante do tribunal: “É lícito ou não, pagar imposto a Cesar”? Nosso Senhor aponta para o que mais importa e afirma assim o I Mandamento: “A Deus o que é de Deus e a César o que é de César”. Com isto, Ele recoloca tudo no seu devido lugar: todas as coisas são lícitas, desde que não se retire de Deus aquilo que lhe é de direito: o primeiro lugar em nossas vidas.

 

Não temos mais, caros irmãos, a idolatria grosseira dos povos antigos entre nós, todavia há uma muito mais perniciosa, perigosa, que é sutil e que se instala em nossas vidas sem que percebamos, e que vai fazendo que coloquemos em primeiro lugar, não mais a Deus, mas os nossos interesses, nossos desejos, nossas aventuras, nossos prazeres, nossa diversão, nosso descanso, nosso bem estar, o dinheiro, o desejo de tudo poder... Sem Deus!

 

E aqui a blasfêmia: muitas vezes querendo que Deus tudo realize, como se fosse o “gênio da lâmpada”...

 

Inverte-se assim o preceito de Nosso Senhor: não mais a Deus o que é de Deus, mas a César o que é de Deus... E aqui, César, é para entendermos tanto as realidades políticas e sua autoridade, quanto nós mesmos. A grande questão aqui é que devemos sim, cumprir os preceitos  civis e pagar os impostos, desde que estas leis e impostos não estejam contra Deus ou sejam injustos, penalizando os mais pobres. Tudo o que for contra o plano de Deus, para nós que somos cristãos, não nos é permitido. Foi esta convicção que fez com que muitos morressem mártires: deram testemunho do primeiro lugar que só cabe a Deus. Pelo sangue deles, a fé e a salvação dada por Cristo chegou a nós.

 

Somos chamados a nos comprometer com a Igreja e com a sociedade civil. Nelas nós vivemos e temos responsabilidades, mas não podemos inverter a ordem de prioridade: primeiro Deus! Isto se aplica também na nossa vida pessoal e nas nossas relações: não é porque podemos “ficar mal”, “queimar nosso filme” que devemos deixar de testemunhar o supremo valor de nossa vida que é Deus, sempre Deus que, por ser o Senhor dos Exércitos, não nos abandona e guia a História e a nossa vida para a sua plena realização.

 

São Paulo agradece a Deus esta convicção dos Tessalonicenses que abraçaram a fé que ele lhes anunciou. Esta mesma fé foi anunciada a nós pela Igreja e pelos que nos precederam. Eles não estão no passado; fazem-se sempre presentes pelo seu exemplo. Sejamos também, pela nossa vida e escolhas, motivo de ação de graças a Deus por parte dos que nos transmitiram a fé que recebemos dos Apóstolos; fé que nos justifica se acompanhadas das obras do amor a Deus e do próximo.

 

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Autor: Prof. Pe. Mestre Samuel Pereira Viana Nascido em Duque de Caxias (RJ) e Ordenado Presbítero na Diocese de Santo Amaro. Mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

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