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Enviado do Papa Francisco esclarece situação de peregrinações a Medjugorje

14.12.2017

 

 

Virgem de Medjugorje / Foto: Wikipédia Beemwej (CC-BY-SA-3.0)

 

ROMA - O Arcebispo Henryk Hoser, enviado do Papa Francisco a Medjugorje, esclareceu em entrevista à mídia italiana que, embora possam ser organizadas peregrinações de oração, devem ser “espirituais e não relacionadas às aparições da Virgem aos videntes”.

 

Dom Hoser fez este esclarecimento depois que vários meios mencionaram as suas declarações em 7 de dezembro ao site católico Aleteia, onde disse: “o culto em Medjugorje está permitido. Não está proibido e não deve ser feito em segredo”.

 

“Hoje, a diocese e outras instituições podem organizar peregrinações oficiais. Não há nenhum problema”, acrescentou.

 

Em entrevista com o jornal italiano Il Giornale, o Arcebispo disse que “é verdade o que eu disse, embora talvez com um tom um pouco exagerado, mas é absolutamente autêntico que se possa organizar peregrinações de oração a Medjugorje sem nenhum problema, desde que sejam espirituais e não se refiram às aparições da Virgem aos videntes”.

 

Nesse sentido, ante a insistência da mídia, o Arcebispo Emérito de Praga disse que “é necessário distinguir entre o culto e as aparições. Se um bispo quiser organizar uma peregrinação de oração para rezar à Virgem em Medjugorje, pode realizá-la sem problemas. Mas se estas são peregrinações organizadas para ir conhecer as aparições, isto não está permitido, não há autorização para isso”.

 

Dom Hosek enfatizou que “o culto mariano em Medjugorje não está absolutamente proibido”. “É sempre acessível, porque é universal. Não é preciso, portanto, uma autorização para orar à Virgem”, indicou.

 

Nesse sentido, acrescentou que o decreto dos bispos da ex-Jugoslávia que criticava as peregrinações a esta cidade “já não é mais relevante”.

 

Sobre os videntes

Em suas declarações a ‘Il Giornale’, o enviado do Papa Francisco recordou que “o problema dos videntes ainda não foi resolvido”. “No Vaticano eles estão trabalhando. O documento está agora na Secretaria de Estado. Creio que a decisão final será tomada”.

 

Do mesmo modo, se referiu às peregrinações que viu nesta cidade da Bósnia Herzegovina. “Eu encontrei um culto correto, cristocêntrico, clássico. Não encontrei aspectos raros ou desconhecidos pela Igreja”.

 

Sobre os sacerdotes, disse que “se comportam bem, eles atendem muitas confissões. Não é um lugar de férias, não há circunstâncias que sugerem que os sacerdotes estão neste local para divertir-se”.

 

Em 11 de fevereiro de 2017, a Santa Sé informou que o Papa nomeou Dom Henryk Hoser como “enviado especial” a Medjugorje com um objetivo “exclusivamente pastoral”; e não por causa da suposta aparição mariana, cuja questão doutrinária é responsabilidade da Congregação para a Doutrina da Fé.

 

“O objetivo desta missão é adquirir um conhecimento mais profundo da situação pastoral dessa realidade e, sobretudo, das exigências dos fiéis que fazem uma peregrinação e, com base nisso, sugerem possíveis iniciativas pastorais para o futuro. Terá, portanto, um caráter exclusivamente pastoral”, assinalava o texto.

 

“O enviado especial - contextualizou neste dia o Diretor da Sala de imprensa da Santa Sé, Greg Burke, - não entrará no mérito das aparições marianas, que são um tema doutrinário que corresponde à Congregação para a Doutrina da Fé”.

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