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HOMILIA NO DOMINGO GAUDETE ANO B

16.12.2017

 

Louvado seja Nossa Senhor Jesus Cristo!

 

 

Irmãos e irmãs, “Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo eu vos digo, alegrai-vos!” É a mensagem deste III Domingo do Advento, chamado por isso, de “Gaudete”, que significa: “Alegrai-vos”!

 

No nosso tempo, nós vemos e ouvimos de tudo a prometer alegria e felicidade. São vários os apelativos, mas na maioria das vezes não passam de “canto de sereia”. São sintomas de uma sociedade e de pessoas enfermas, isto é, sem firmeza.

 

A alegria cristã é de outra natureza. Ela não se oferece à custa da verdade, da realidade e do bom senso. Não quer elevar pelo poder de substâncias que faz a pessoa perder o juízo; ao contrário, a alegria cristã é de natureza tal que nos faz superar, justamente, a ilusão e a falsidade que sempre teimam em se insinuar aos nossos corações.

 

Então... O que o “mundo” oferece?... Não é necessário descer aos detalhes do que é-nos oferecido todos os dias. Basta considerar os meios de comunicação. Tudo o que é oferecido se resume nas três tentações de Jesus no deserto: poder, dinheiro e prazer. Tudo o que o mundo oferece gira em torno destes três eixos. E caso venham a faltar, o que se dá é a frustração e o desespero produzindo guerra para conquistá-los, custe o que custar, mesmo a honra, tão desvalorizada nestes tempos...

 

Tal estado de coisas é tão pernicioso, tão danoso, que chega a afetar as nossas relações com Deus e com o próximo, levando-nos a faltar com a caridade. Há pessoas que não se acham abençoadas porque não progridem na vida; porque não tem isto ou aquilo. E assim vai o equivocado arrazoado. Há algumas que, quais crianças mimadas chegam a “ficar de mal” de Deus se não vêem sua vida prosperar do modo como desejariam. Claro que aqui se introduz também a inveja pecaminosa, o ódio ao progresso e bem estar alheio. Tal tipo de comportamento é sempre comparativo: “a vida dos outros vai pra frente, a minha não”... “Porque outros progridem e a minha vida  não acontece”? ... E assim outras tantas lamentações.

 

Com estas pessoas e conosco, o Apóstolo São Paulo, insiste: “Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo eu vos digo: alegrai-vos”!

 

A alegria cristã se funda no Senhor que veio, que vem e que virá! A alegria cristã é assim chamada porque vem de Cristo Senhor. Está fundada no encontro com uma Pessoa que se dá livremente; que veio dar-se sem que antes algo em troca pudéssemos oferecer. Nada podíamos dar em troca de tamanho Amor!...

No entanto, Deus mesmo que nos criou, apesar do pecado, de nós não desistiu. Mostrou-nos seu Amor Infinito ao dar-nos seu Único Filho.

 

E aos que acham que Deus não lhes assiste no caminho e na busca da felicidade, é preciso lembrar: tal desejo foi inscrito nos nossos corações por Ele, de modo que não nos teria criado assim se Ele próprio não fosse a garantia disto que todos anseiam, a vida feliz. São Paulo nos diz: “É fiel Aquele que vos chama e cumprirá suas promessas”. Porque duvidar de Deus?...

 

Aqui se insere outra virtude teologal a ser aprofundada neste tempo do Advento. A esperança que deve ser alegre. Esta alegria nos vem e é alimentada pela nossa relação com o Senhor que não decepciona, mesmo que aos nossos olhos pareça demorar. E nós nos relacionamos com Deus pela fé e pela virtude da Religião.

 

É esta fé que São João Batista confessa. Ele não se substitui ao Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, Senhor Nosso. Ele é somente a voz, Jesus é a Palavra. E é isto para ele o motivo da sua vida. Quase nada sabemos dele, a não ser que foi filho de Isabel e Zacarias, que viveu no deserto e lá anunciava o que o Profeta Isaías nos disse: a necessidade de prepararmos um caminho ao Senhor, pela conversão de todos os dias!

 

Sua vida está intimamente relacionada com a vinda do Messias. Ele é aquele que desde o ventre materno se alegra pela presença de Jesus, já concebido pelo Espírito Santo no seio de Maria Virgem.

 

E o que o Profeta anuncia e que Jesus vai realizar? “O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção; enviou-me a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade; proclamar um ano de graça da parte do Senhor, e um dia de vingança de nosso Deus; consolar todos os aflitos”.

 

No Espírito Santo, pois, é que Jesus realizará sua missão. Importa ressaltar, por isso,  que faz-se necessário nos abrirmos à Sua ação para sermos os destinatários desta Boa Nova de grande Alegria que os Anjos vão cantar na Noite Santa de Natal; importa sermos pobres, “anawin”, que não são simplesmente os que padecem dificuldades materiais, sociais e morais, mas aqueles que piedosamente esperam em Deus.

 

A Virgem Maria é o maior exemplo de como ser pobre diante de Deus. É a razão do seu canto: “A minha alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador, pois ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita”.

 

Aprendamos dela, a Mulher do Advento, a crer e a esperar alegremente em Deus. Assim seremos também felizes, mesmo em meio às dificuldades e lágrimas. Assim São Paulo nos ensina: “Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito. [...] Guardai-vos de toda a espécie de mal. [...] O Deus da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo! Fiel é aquele que vos chama, e o cumprirá”.

 

Autor: Prof. Pe. Mestre Samuel Pereira Viana Nascido em Duque de Caxias (RJ) e Ordenado Presbítero na Diocese de Santo Amaro. Mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

 

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