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Jornal da China: Acordo com o Vaticano se dará “cedo ou tarde”

08.02.2018

 

Vaticano Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

 

ROMA - Um jornal pertencente ao Partido Comunista da China publicou na terça-feira, 6 de fevereiro, que o acordo entre o governo do país asiático e o Vaticano se dará “cedo ou tarde”.

 

O ‘Global Times’, publicado em inglês e chinês, dedicou a sua nota editorial às negociações realizadas há alguns anos entre a China e o Vaticano.

 

Segundo informações da agência Reuters, o editorial assinala que “Pequim e o Vaticano estabelecerão relações diplomáticas cedo ou tarde... O Papa Francisco tem uma imagem positiva do povo chinês. Espera-se que incentive os laços entre a China e o Vaticano para solucionar os problemas com a sua sabedoria”.

 

O ‘Global Times’ é um tablóide de temas internacionais que pertence ao Diário do Povo, o qual, por sua vez, pertence ao Partido Comunista Chinês.

 

O editorial de hoje indica que um acordo entre a China e o Vaticano seria “extremamente benéfico para os católicos”.

 

“Apesar do processo difícil, a numerosa população de chineses não católicos nunca esteve fortemente contra o Vaticano. O povo chinês respeita cada Pontífice”, acrescenta a nota.

 

Henry Cappello, presidente da organização ‘Caritas in Veritate International’, disse em 2 de fevereiro à CNA – agência em inglês do Grupo ACI – que o acordo ‘é iminente. E na China, em muitos lugares, já se considera um trato feito”.

 

Dois dias antes, em 31 de janeiro, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, concedeu uma entrevista ao italiano Gianni Valente, de Vatican Insider, na qual explicou que o Santo Padre acompanha “pessoalmente os atuais contatos com as autoridades do governo chinês. Todos os seus colaboradores agem de acordo com ele. Ninguém toma iniciativas privadas. Honestamente, qualquer outro tipo de raciocínio parece fora de lugar”.

 

Estas palavras ratificam a declaração do dia 30 de janeiro do Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Greg Burke. O porta-voz disse que é “uma surpresa e lamentável que se afirme o contrário por parte de pessoas de Igreja e se alimentem assim confusões e polêmicas”.

 

Embora Burke e o Purpurado não tenham mencionado, suas declarações respondem a carta do Bispo Emérito de Hong Kong, Cardeal Joseph Zen ze-kiun, publicada em 29 de janeiro.

 

Na missiva publicada em seu site, o Cardeal recordou que nos últimos dias a mídia informou que o Vaticano pediu a um bispo para que renuncie e a outro bispo para que aceite a sua renúncia a fim de permitir que os bisposrelacionados ao governo assumam os seus cargos.

 

Em sua carta, o Purpurado assinala, entre outras coisas, que “o problema não é a renúncia dos bispos legítimos, mas o pedido de abrir espaço para os ilegítimos e inclusive excomungados”.

 

“Acreditaria que o Vaticano está vendendo a Igreja Católica na China? Sim, definitivamente, se eles estão indo na direção na qual estão segundo o que eles estão fazendo nos últimos anos e meses”, disse o Cardeal.

 

Dom Anthony Figueiredo, também membro da ‘Caritas in Veritate International’, disse à CNA que acredita que o Vaticano foi rápido para responder o Cardeal Zen para proteger o acordo, pois “realmente só precisa de uma pessoa do lado chinês que diga ‘não deveria seguir’, o que, disse, ocorreu no passado”, acrescentou.

 

A China é extremamente complexa, afirmou, explicando que o Vaticano chegou a um ponto de entendimento da nação que é “encorajador e significativo”.

 

As relações diplomáticas entre a China e o Vaticano se romperam em 1951, dois anos depois da chegada ao poder dos comunistas que expulsaram os clérigos estrangeiros.

 

Desde então, a China permite o culto católico unicamente à Associação Patriótica Católica Chinesa, subordinada ao Partido Comunista da China, e rechaça a autoridade do Vaticano para nomear bispos ou governá-los.

 

Os bispos que permanecem fiéis ao Papa vivem em uma situação quase clandestina, assediados constantemente pelas autoridades comunistas.

 

Há alguns anos, a Santa Sé trabalha em um acordo para o restabelecimento das relações diplomáticas com a China, uma aproximação incentivada pelo Papa Francisco.

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