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Cardeal Tauran: olhar o Islã e muçulmanos para além de estereótipos e preconceitos

09.02.2018

 

“Cristãos e muçulmanos devemos promover o respeito recíproco, a objetividade no falar e no escrever sobre a outra religião, a benevolência, a compaixão e a misericórdia tão central na tradição islâmica e, por sua vez, tão querida pelo Papa Francisco”, destaca o purpurado.

 

“Olhar para o Islã e os muçulmanos para além dos estereótipos e dos preconceitos, da imagem errônea veiculada por alguns meios de comunicação, para além do comportamento fanático e violento de uma minoria de muçulmanos.” É o que ressalta o presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, cardeal Jean-Louis Tauran, numa mensagem enviada aos participantes do encontro dos delegados nacionais das Conferências episcopais europeias para o diálogo com o Islã que, por iniciativa do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), foi aberto na tarde desta quarta-feira (07/02) em Scutari, na Albânia.

 

Na mensagem lida pelo responsável pela Comissão para as relações com o Islã do dicastério vaticano, Mons. Khaled Akasheh, o purpurado reitera que para esconjurar uma injusta equiparação entre Islã e violência é necessária “uma posição clara por parte das autoridades religiosas muçulmanas bem como por parte de cada muçulmano acerca da questão da violência em nome da religião. De fato, no Islã há recursos religiosos morais e espirituais, muitos dos quais partilhados por cristãos e judeus”, acrescenta.

 

“Cristãos e muçulmanos devemos promover o respeito recíproco, a objetividade no falar e no escrever sobre a outra religião, a benevolência, a compaixão e a misericórdia tão central na tradição islâmica e, por sua vez, tão querida pelo Papa Francisco”,  destaca em seguida o cardeal Tauran.

 

Ademais, “é necessário um novo esforço de ambas as partes para esconjurar o ‘discurso do ódio’ que está na raiz de suspeitas recíprocas, discriminações, exclusão, marginalização e ressentimentos”.

 

A mensagem conclui-se com um pensamento de gratidão à Albânia, país que “poderia ser citado como um exemplo de relações respeitosas e frutuosas entre cristãos, muçulmanos sunitas e bektashis. A perseguição religiosa sofrida por todos os crentes deste país sob o regime ateu acomunou e aproximou todos”, ressaltou por fim.

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