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HOMILIA NO I DOMINGO DA QUARESMA B - 2018

16.02.2018

 

 

 

 

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Caros irmãos e irmãs, o Senhor vem sempre ao nosso encontro, mesmo quando dEle nos afastamos, dando-Lhe as costas. Mas este vir do Senhor a nós, não é um movimento de um amante desesperado pela perda do seu amor. Nós, os amados é quem O perdemos e a Seu Amor. Não! Ele, que de nós não tem necessidade, todavia, Ele, que não é amante desesperado, mas o próprio Amor, sabe que sem Ele somos nós que nos afogamos, qual sob um tsunami, nas águas caudalosas do pecado.

 

É o que contemplamos na I Leitura quando, após o Dilúvio, Deus que fazer as pazes com o ser humano, dando-nos o arco-íris como sinal, pois após a tempestade e a destruição que causa, une a terra e o céu em serena harmonia. É o símbolo da sua Aliança, mas que se apresenta mais como uma oferta gratuita, pois aqui, Deus não exige nada do homem. Pelo contrário, quer somente dar-Se, depondo seu arco de guerra e oferecendo, de novo, aquela intimidade que tinha Adão e Eva conSigo, ao passearem à brisa da tarde...

 

O Dilúvio foi a consequência do distanciamento de Deus; mais uma maldição da dissolução começada no Paraíso com a rebelião contra Deus. Mas Ele, que é Amor e rico em Misericórdia sabe suplantar nossa infidelidade. Como o esposo do Cântico dos Cânticos Ele como que nos diz: “Levanta-te, minha amiga, vem, formosa minha. Eis que o inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas. Apareceram as flores na nossa terra, voltou o tempo das canções.” (Ct 2, 10-12).

 

Mas não bastando isto, mesmo aos rebeldes, diz-nos a II Leitura da 1 Pd, o Senhor desce aos abismos para pregar-lhes e comunicar-lhes seu Amor, no Espírito. E o faz depois de ter morrido por Amor de nós. Deus Pai, para nos unir a Si, pelo Filho, no Espírito não poupa esforços.

 

Este movimento amoroso e gratuito não é algo que Deus realizou no passado, com os oito que foram salvos, nem aos rebeldes dos abismos, mas é algo atual que realiza pela Igreja no Sacramento do Batismo. Ele continua a vir a nós para resgatar-nos e introduzir-nos no seu Reino de Amor e de Paz.

 

A sua descida à mansão dos mortos é só uma etapa do seu “saltar pelos montes” como uma gazela, no dizer dos Ct, para vir ao nosso encontro.

O Senhor não só nos amou e após o dilúvio depôs seu arco de guerra, mas o toma de novo com a Encarnação para combater por nós. Pelo Espírito é conduzido ao deserto para ser tentado para ensinar-nos a também, não só combater, mas também, com Ele, vencer aquele que do Amor de Deus nos quer separar.

 

Suas armas, porém não são as do inimigo do gênero humano, mas as suas. Aquilo que o diabo propôs a Adão e Eva, Lhe é proposto no deserto, após seu Batismo por João Batista. Se lá, Adão e Eva sucumbiram, aqui Ele nos ensina a vencer, vencendo na nossa humanidade. Suas tentações são nossas tentações; nossas tentações são assumidas por Ele para que nEle, nós as possamos vencer.

 

Mas dito tudo isto, como Ele o faz? A resposta é tão simples como difícil é de ser vivida, se não contamos com a graça de Deus e seu Amor: ele obedece a Deus Pai como Filho que se fez Homem. Na sua humanidade, nossa humanidade, Ele é tentado e vence, combatendo pela obediência após os quarenta dias de jejum. Este tempo aponta para a perspectiva de vida daquele tempo. O que quer dizer que tais tentações o acompanharam durante toda a sua vida, como as tentações nossas também nos acompanham e que podem ser vencidas sempre que, pela graça de Deus, nós obedecemos e fazemos o que nos pede Deus.

 

Logo a seguir, o Senhor anuncia o fruto de tal obediência que é o seu Reino, não  nosso; Reino que se instaura tendo seu início em nós quando somos batizados; que vai crescendo quando, pela Crisma somos feitos combatentes pelo Espírito Santo e com seu Dons; sustentados pelo seu Corpo e Sangue, sua Vida em nós, neste humano peregrinar e combater. A vida cristã, pois não pode ser mais que isso, combate e luta, com as armas de Deus contra o espírito do mal que nos quer fazer perder.

 

Este tempo da Quaresma, pois, é tempo para retomarmos novamente tal espírito de combate pela conversão dos costumes, depondo nós as armas da nossa resistência e tomando as da santa obediência aos Mandamentos de Deus.

 

Creiamos no Evangelho e não nos exponhamos às tentações e se, também a nós o Senhor permitir que sejamos tentados, entreguemo-nos à sua graça e, com Ele venceremos pela obediência à sua Santa Vontade. Façamos tal propósito, não tenhamos espírito preguiçoso se quisermos nos vencer, na nossa vontade viciada. Aprendamos a fazer violência a nós, não aos outros, rasgando nossos corações e não nossas vestes... Lembremos da lição de Santo Agostinho na Cidade de Deus: “Dois amores erigiram duas cidades, Babilônia e Jerusalém : aquela é o amor de si até ao desprezo de Deus ; esta, o amor de Deus até ao desprezo de si” ( 2, L. XIV, XXVIII).

 

Como cantamos neste tempo, queiramos Deus que é nosso Pai, queiramos Deus que é nosso Rei!

 

Que São José, o homem da obediência silenciosa e eficaz, interceda e nos ajude!

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Autor: Prof. Pe. Mestre Samuel Pereira Viana Nascido em Duque de Caxias (RJ) e Ordenado Presbítero na Diocese de Santo Amaro. Mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

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