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Bispos da Nicarágua denunciam ameaças de morte do governo

25.05.2018

 

 

Imagem referencial / Crédito: Unsplash

 

MANÁGUA - A Conferência Episcopal da Nicarágua denunciou em um comunicado que bispos e sacerdotes estão sendo ameaçados de morte pelo governo de Daniel Ortega, através de diferentes meios oficialistas e "contas anônimas" nas redes sociais.

 

"Sentimos a necessidade urgente de informar o nosso povo a respeito do descrédito e das ameaças de morte das quais estamos sendo vítimas, bispos e sacerdotes, especialmente o nosso bom irmão Dom Silvio José Báez Ortega, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manágua, através de diferentes meios: ataques do governo orquestrados pelos jornalistas e pelos meios oficialistas e contas anônimas nas redes sociais como Facebook e Twitter", explica o comunicado emitido em 22 de maio.

 

Os bispos indicaram que sentiram a necessidade de comunicar esta situação, porque há "alguns setores sociais pouco acostumados à cultura do diálogo e ante os imediatismos daqueles que querem permanecer no poder".

 

Os Prelados assinalaram que a Nicarágua está atravessando atualmente "uma das piores crises da sua história, após a dura repressão do governo que tenta fugir da sua responsabilidade como ator principal das diversas agressões".

 

Em abril, ocorreram protestos em massa nas ruas da Nicarágua, que foram reprimidos pelo governo de Daniel Ortega, provocando mais de 60 mortes e vários feridos.

 

A crise começou desde o dia 18 de abril, quando o governo anunciou um aumento da contribuição dos trabalhadores e empregadores ao Instituto Nicaraguense de Seguridade Social (INSS), que está passando por uma grave crise econômica.

 

Entretanto, o presidente Ortega, da Frente Sandinista de Libertação Nacional, teve que impedir esta medida e anunciou um diálogo nacional convidando a Igreja como mediadora.

 

Mas, continuam ocorrendo manifestações contra o regime, que se mantém no poder desde 2007.

 

Neste contexto, em seu comunicado no dia 22 de maio, o Episcopado recorda os agressores que são "um corpo colegiado e se atacam um bispo ou um sacerdote, atacam a Igreja".

 

"Não renunciaremos a acompanhar neste momento decisivo todo o povo nicaraguense, que sob o azul e branco da nossa bandeira, saíram às ruas a fim de exigir seus justos direitos", afirmaram.

 

"Como mediadores e testemunhas no diálogo nacional, somos chamados a propor e promover todos os caminhos possíveis para alcançar a democratização do país tão desejada e, portanto, é nosso dever sagrado pronunciar a Palavra Verdadeira que nos torna livres", acrescentaram.

 

No final do comunicado, os bispos asseguraram acolher-se no amor materno da Virgem de Cuapa, que disse ao povo: "Não basta pedir a paz, sejam construtores da paz".

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