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Entre as propostas: uma novena pela paz e reconciliação entre as Coreias


AFP PHOTO / POOL / Anthony WALLACE


Que o histórico aperto de mãos entre Donald Trump e Kim Jong-un seja um passo decisivo e real rumo à tão ansiosamente almejada paz.


Nesta terça-feira, 12 de junho, a ilha de Sentosa, em Singapura, foi o cenário do aperto de mão entre o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, e o ditador Kim Jong-un, da Coreia do Norte, em frente às bandeiras de seus países e às câmeras de TV do mundo inteiro, após meses de altos e baixos em suas relações diplomáticas.


As expectativas

Depois de um rápido encontro com a imprensa, Trump e Kim seguiram para conversas privadas ao lado de intérpretes de confiança. Em seguida, se uniram a eles os seus assessores. Trump sentou-se à mesa acompanhado de seu secretário de Estado, Mike Pompeo, e do chefe de gabinete, John Kelly.


As expectativas eram grandes de ambas as partes.

Para Donald Trump:

“Faremos um grande trabalho juntos”.

Para Kim Jong-un:

“Superamos todos os obstáculos para chegar até aqui”.


Os 4 pontos principais do documento assinado

No final do encontro, segundo a agência de notícias SES/Kronos, foram apresentados os 4 pontos principais do documento assinado em Sentosa:

  1. Desnuclearização da península coreana,

  2. Compromisso de estabelecer novas relações bilaterais, que correspondam adequadamente ao “desejo de ambos os povos de paz e de prosperidade”;

  3. Esforço comum “para construir um estável e duradouro regime de paz na península coreana”;

  4. Compromisso de recuperar os restos mortais dos soldados estadunidenses declarados Mission in action (MIA) durante a Guerra da Coreia e o imediato repatriamento dos restos mortais dos que já foram identificados.

No acordo assinado, o presidente Trump se compromete em proporcionar “garantias de segurança” para a Coreia do Norte. O documento estabelece ainda que o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, se reunirá “o antes possível com um alto funcionário norte-coreano para continuar o diálogo bilateral sobre a desnuclearização”.


A novena das duas Conferências Episcopais Coreanas

Entre as propostas em favor de uma nova história na península coreana não estão somente as assinadas por Donald Trump e Kim Jong-Un: a Igreja católica nas duas Coreias também promove e nos convida a participar, de 17 a 25 de junho, de uma novena de oração pela paz.

Para cada dia da novena, haverá uma intenção especial de oração:

  1. Pela cura da separação do povo coreano;

  2. Pelas famílias separadas por causa da guerra coreana;

  3. Pelos irmãos que vivem no Norte;

  4. Pelos refugiados originários do Norte que vivem no Sul;

  5. Pelos políticos do Sul e do Norte;

  6. Pela evangelização do Norte;

  7. Pela promoção dos intercâmbios entre o Sul e o Norte;

  8. Pela verdadeira reconciliação entre o Sul e o Norte;

  9. Pela reunificação pacífica entre o Sul e o Norte.

Os bispos estão organizando, além disso, uma conferência pela reconciliação e unidade dos dois países.


Com informações do Vatican News

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