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A incrível avalanche que “se negou” a destruir uma igreja dedicada a Maria


Foi em pleno 2018, no final do mês de Nossa Senhora!

Uma avalanche nas montanhas costuma ser sinônimo de catástrofe – ainda mais quando vêm abaixo 7.500 metros cúbicos de rocha, desabando avassaladoramente de um paredão praticamente vertical situado a poucos metros de um santuário mariano de 526 anos de história.


O que tinha tudo para se transformar em cenário de destruição total aos pés do paredão rochoso do Vale de Spulga, no norte da Itália, porém, surpreendeu quem viu os vídeos e fotos da avalanche em pleno avanço montanha abaixo, no último dia 29 de maio, rumo à igreja e ao vilarejo construídos perto da fronteira com a Suíça.


O padre Andrea Caelli declarou ao jornal italiano Avvenire:


“Como católico, eu afirmo que a Mão Providente de Deus acompanhou este evento que poderia ter terminado em tragédia”.


O Santuário de Gallivaggio foi construído a partir de 1492, quando duas jovens relataram uma visão de Nossa Senhora no local.


Milagre?

É comum que muita gente veja esse tipo de fato como milagroso. Do ponto de vista da Igreja, não é um milagre. É um fato perfeitamente explicável por dinâmicas naturais que, embora não aconteçam com grande frequência, estão dentro do previsto pela física.


A Igreja adota critérios muito exigentes para declarar que algum fenômeno é milagroso – e, ao longo dos séculos, descartou a esmagadora maioria das alegações de milagre de todo tipo. Os milagres de cura, por exemplo, chegam a demorar décadas até ser reconhecidos: os fatos precisam ser cuidadosamente estudados por médicos, revisados por cientistas (na maioria dos casos, laicos e até mesmo ateus), expostos às críticas públicas e, só depois de feitos todos os estudos científicos, a própria Igreja faz a análise teológica mediante o trabalho das suas comissões de especialistas. A propósito, você pode conhecer um pouco mais sobre a delicada avaliação de supostos milagres por parte da Igreja clicando neste artigo sobre os 7 critérios para se declararem milagrosas as curas que acontecem no santuário de Lourdes, neste outro sobre 5 milagres que a ciência não conseguiu explicar até hoje, e neste outro sobre a médica ateia que avaliou mais de 1400 milagres e testemunhou que eles existem.


Sinais

No entanto, um acontecimento não precisa ser tecnicamente milagroso para ser visto como um sinal de esperança. É o caso, entre tantos outros, de imagens de Jesus e de Nossa Senhora que permaneceram intactas em terremotos que derrubaram edifícios inteiros ao seu redor, ou de altares que resistiram a bombardeios. Mesmo que esses acontecimentos sejam tranquilamente explicáveis pela ordem natural das coisas, nada impede que sejam vistos pelas pessoas como sinais inspiradores de encorajamento, esperança e sentido no meio do absurdo e do caos.


O cristão acredita que Deus nos fala através de sinais, sejam naturais, sejam sobrenaturais, e que Ele sempre deixa à liberdade de consciência de cada um a decisão final de como interpretá-los. Os próprios ateus, aliás, costumam enfatizar que as tragédias são uma “prova” de que Deus não existe, apelando para a sua “fé” na inexistência de Deus com base em sinais passíveis de interpretações pessoais (que, aliás, cientificamente falando, não são válidos como provas).


Para um cristão, a existência de Deus, e de um Deus que é Amor, não é incompatível com a experiência transitória da tragédia: o próprio Deus, Encarnado em Cristo, enfrentou nada menos que a crucificação e a morte na cruz para remir a humanidade que tinha escolhido o pecado em detrimento da graça. A fé cristã propõe que a vida terrena é uma breve experiência do bem e do mal que a nossa liberdade pode escolher antes de termos acesso à eternidade para a qual fomos criados – e na qual, conforme a nossa escolha que o próprio Deus respeitará, viveremos ou junto d’Ele para sempre ou afastados d’Ele para sempre.


Para quem crê na inexistência de Deus, tudo é e será sempre mero acaso e falta de sentido. Para quem acredita em Deus e no sentido sobrenatural da existência, tudo é e será sempre um grande milagre, testemunhado por uma abundância de sinais repletos de sentido.


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