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Crise na Venezuela é “de partir o coração”, lamenta religiosa

06.09.2018

Imagem referencial / Foto: Cáritas Venezuela

 

Lisboa - Irmã Maria José Gonzalez, representante da Cáritas Venezuela, se encontra em Portugal para buscar ajuda e lamentou que o que se vive no país sul-americano “é um sofrimento de partir o coração”.

 

Em declarações à Rádio Renascença, Ir. Gonzalez denunciou que a crise agora “atinge os mais vulneráveis, os que vão sofrer danos irreversíveis, as crianças até os 5 anos”. Explicou que trata-se de algo “irreversível porque, depois, não vão poder aprender, não vão poder desenvolver-se e não vão poder contribuir”.

 

De acordo com ela, cerca de 170 mil crianças morreram por falta de alimento desde o início da atual crise política e econômica que assola o país. Além disso, veem regressar algumas doenças que já eram consideradas erradicadas, como tuberculose e malária.

 

Nesse sentido, a Cáritas da Venezuela está desenvolvendo um programa de acompanhamento de crianças em situação de subnutrição, que pode ir de 8 a 12 semanas, “para salvar vidas”, oferecendo ainda refeições à população necessitada.

 

Segundo a religiosa, “a Venezuela vive agora uma das crises mais terríveis da sua história recente, uma crise que retirou das pessoas a capacidade de reagir, pela pobreza extrema, destruição da sua saúde e pela violação dos seus direitos fundamentais”.

 

Irmã Maria Gonzalez assinalou ainda em sua entrevista a Renascença a questão da imigração, explicando que “as primeiras pessoas a imigrar foram as que tinham possibilidades”.

 

“Depois – indicou –, os profissionais e a seguir os jovens que foram criminalizados durante os protestos contra o governo”.

 

Agora, advertiu a religiosa, “a imigração é mais terrível porque são os mais vulneráveis, os que saem sem passaporte e sem possibilidades de sobreviver ao atravessarem as fronteiras”.

 

Diante disso, esclareceu que a “Cáritas não promove a imigração nem quer que as pessoas saiam do país, mas, já que partem, pelo menos damos-lhe informação segura, para não caírem em redes ou trabalho escravo”.

 

Assim, pontuou que os venezuelanos não saem de seu país “para fazer turismo”, mas realizam “uma imigração forçada, que dói, pelo grande problema que é a crise humanitária”.

 

Por isso, explicou que sua visita a Portugal tem como objetivo “dar visibilidade ao sofrimento do povo” venezuelano e buscar cooperação a fim de “criar mecanismos de segurança e garantir os direitos humanos” da população de seu país.

 

Esta visita, explicou, se dá “como Igreja, para buscar cooperação dos pares, com as ‘Cáritas irmãs’ de Portugal e Cáritas Internacional”.

 

De acordo com a Agência Ecclesia, do episcopado português, em 2017, a Cáritas Portuguesa enviou um apoio de cerca de 50 mil euros para Cáritas Venezuela, a fim de ajudar a uma resposta de emergência a cerca de 24 mil pessoas em situação de carência social e econômica.

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