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Papa Francisco explica o verdadeiro sentido do ecumenismo

13.11.2016

 

Papa Francisco recebe membros do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos / Foto: L'Osservatore Romano.

 

Vaticano - O Papa Francisco recebeu os participantes da Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e afirmou que esta unidade desejada por Jesus “é uma das minhas principais preocupações”; entretanto, recordou que “a unidade não é conformidade”.

 

“A unidade dos cristãos não é um ecumenismo de ‘marcha ré’, não obriga ninguém a renegar a própria história de fé; nem é possível tolerar o proselitismo, que envenena o caminho ecumênico”, acrescentou o Pontífice durante a audiência realizada no Palácio Apostólico.

 

O Santo Padre recordou os diferentes encontros ecumênicos dos quais participou, tanto em Roma como fora da Itália, ao longo deste ano e afirmou que “cada uma destas reuniões foi para mim uma fonte de consolo ao constatar que o desejo de comunhão permanece vivo com intensidade”.

 

Francisco sublinhou que “a unidade dos cristãos é um requisito essencial da nossa fé. Um requisito que brota do fundo de nosso ser como crentes em Jesus Cristo. Chamamos à unidade porque invocamos Cristo. Queremos viver a unidade, porque queremos seguir Cristo, viver o seu amor, gozar do mistério de sua unidade com o Pai, que é a essência do amor divino”.

 

O Bispo de Roma recordou o caráter divino do caminho ecumênico, pois “a unidade não é fruto de esforços humanos ou fruto da diplomacia eclesiástica, mas um dom do céu”. Segundo explicou, “não somos capazes de chegar à unidade por nós mesmos, nem podemos decidir sobre a forma e os tempos” em que acontecerá esta unidade.

 

“Qual é, portanto, o nosso papel?”, perguntou-se. “O que podemos fazer para promover a unidade dos cristãos? Nossa tarefa é acolher o dom e torná-lo visível a todos os homens”.

 

“Deste ponto de vista – continuou –, a unidade, mais do que uma meta, é um caminho, com sua tabela de marcha, seus ritmos, às vezes lentos e outras vezes acelerados. E como todo caminho, esperas, tenacidade, fadiga e esforço; não anula conflitos nem cancela contrastes, de fato, muitas vezes pode acontecer novos mal-entendidos”.

 

Francisco advertiu contra aqueles que não têm uma disposição sincera a seguir esse caminho. “A unidade só pode ser recebida por aqueles que decidem avançar com uma meta que hoje pode parecer muito distante. Entretanto, quem percorre este caminho é confortado pela contínua experiência de uma comunhão felizmente avistada, mesmo que não ainda alcançada”.

 

“Qual é a relação que mais une todos nós do que sermos pecadores e ao mesmo tempo alvo da infinita misericórdia de Deus?”, questionou o Papa de forma retórica.

 

A cooperação, o diálogo, a oração conjunta, são sinais de que esse ecumenismo é verdadeiro e que, em muitos aspectos, os cristãos já estão unidos, embora seja necessário aprofundar essa unidade: “Do mesmo modo, a unidade do amor já é uma realidade no momento em que aqueles aos quais Deus chamou a fazer parte de seu povo anunciam juntos as maravilhas que fez por nós”.

 

“Deve-se recordar que quando caminhamos juntos nos sentimos como irmãos: Rezamos juntos, colaboramos no anúncio do Evangelho e no serviço aos unidos… Todas as diferenças teológicas e eclesiológicas que dividiram os cristãos serão superadas ao longo deste caminho. Não sabemos como e quando, mas ocorrerá segundo o que o Espírito Santo queira sugerir pelo bem da Igreja”.

 

O Pontífice também insistiu que “a unidade não é conformidade”. “As diferentes tradições teológicas, litúrgicas, espirituais e canônicas que se desenvolveram no mundo cristão, quando permanecem enraizadas de modo autêntico na tradição apostólica, são uma riqueza e não uma ameaça para a unidade da Igreja”.

Neste sentido, assegurou que “tentar suprimir essa diversidade é ir contra o Espírito Santo, que atua enriquecendo a comunidade de crentes com uma variedade de dons”.

 

Portanto, “a tarefa ecumênica implica, o respeito à legítima diversidade, a superar as diferenças irreconciliáveis com a unidade que Deus nos pede. A persistência destas diferenças não deve nos paralisar, mas deve impulsionar a procurar juntos a forma de enfrentar esses obstáculos”.

 

“A comunidade cristã, com sua pluralidade, é chamada a não competir, mas colaborar”, concluiu.

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