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Homilia: Missa do IV DOMINGO COMUM B - Ano 2018

27.01.2018

 

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

 

Caros irmãos, a Liturgia deste IV Domingo, nos situa diante do modo de agir de Deus para se comunicar conosco. Ele nos fala de diversos modos. Ensina-nos a Igreja no Catecismo que “Deus manifesta-se desde o princípio aos nossos primeiros pais, Adão e Eva, e convida-os a uma comunhão íntima com Ele. Após a sua queda, não interrompe a revelação e promete a salvação para toda a sua descendência. Após o dilúvio, estabelece com Noé uma aliança entre Ele e todos os seres vivos”.

 

Depois,“Deus escolhe Abrão chamando-o a deixar a sua terra para fazer dele “o pai duma multidão de povos” (Gn 17,5), e promete abençoar nele “todas as nações da terra” (Gn 12,3). Os descendentes de Abraão serão o povo eleito, os depositários das promessas divinas feitas aos patriarcas. Deus forma Israel como seu povo salvando-o da escravidão do Egito; conclui com ele a Aliança do Sinai, e dá-lhe a sua Lei, por meio de Moisés. Os profetas anunciam uma redenção radical do povo e uma salvação que incluirá todas as nações numa Aliança nova e eterna, que será gravada nos corações. Do povo de Israel, da descendência do rei David, nascerá o Messias: Jesus”( Cat. Igr. Cat. §§ 54-72).

 

Pois bem, e o que hoje contemplamos no Sinai é este modo de Deus. Após o pecado escolhe eleitos para serem seus Profeta. Neste sentido, Cristo é o máximo deste modo de agir, como nos diz o autor da Carta aos Hebreus 1, 1-2: “Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas.Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas.”

 

Assim, é Ele ao mesmo tempo O Profeta, a Profecia e a plena realização desta. Os outros que Ele chama impõe esta regra que ouvimos na I Leitura: “se um profeta tiver a ousadia de dizer em meu nome o que não lhe mandei, ou de falar em nome de outros deuses, tal profeta morrerá’”. Graves palavras de Deus àqueles que Ele chama; grave responsabilidade! Deste modo, um verdadeiro profeta não diz o que queremos ouvir, mas aquilo que Deus nos quer dizer. Há, porém os bons e os falsos profetas. Estes, são sempre aplaudidos e aceitos, não por serem bons, mas por falarem o que os ouvintes querem; os bons, ah!, estes são apedrejados e mortos, física ou moralmente, por falar e agir em nome de Deus! Contra estes maus, o Senhor nos alertou, para que não o sejamos: “Ai de vós, quando todos os homens vos louvarem! porque assim faziam os seus pais aos falsos profetas” (Lc 6, 26).

 

O que importa, portanto não é o sucesso humano e a popularidade que é, por assim dizer, o “controle de qualidade” do bom profeta, mas aquilo que já Santo Agostinho dizia no seu Sermão sobre os Pastores: “Não seja o Evangelho um objeto venal, como se fosse o preço que se recebem os que o anunciam para terem com que viver. Se assim o vendem, por uma ninharia vendem uma coisa preciosa. Do povo recebam o sustento; do Senhor, a recompensa de seu ministério. Não é o povo o indicado para dar a recompensa àqueles que servem ao Evangelho na caridade. Estes esperam sua paga da mesma fonte de que os outros aguardam a salvação. Por que então são repreendidos? Qual a censura? É, que, bebendo o leite e cobrindo-se com a lã, descuravam as ovelhas. Procuravam apenas seu interesse, não o de Jesus Cristo.”

 

É neste sentido que São Paulo faz o elogio da vida celibatária, dos que não casam, para que, não tendo família com que se ocupar, possam a todos auxiliar: a si mesmo numa entrega total ao Senhor; aos que se ocupam das coisas deste mundo a agradar, ainda assim, do seu modo ao mesmo Senhor. O elogio da vida celibatária não é nem desprezo pelo Matrimônio nem fuga, mas sim a busca de um coração indiviso no serviço do Senhor: a ninguém deste mundo pertencendo, a todos podendo auxiliar a, uns e outros, a Deus servir: “Digo isto no vosso próprio interesse e não para vos armar uma cilada. Tenho em vista o que mais convém e vos pode unir ao Senhor sem desvios”.

 

Para encerrar, como disse antes, O Profeta, a Profecia e a sua realização é o Senhor, o próprio Deus Filho que nos fala o que diretamente do Pai ouviu. É este o conteúdo da sua mensagem percebida como doutrina nova, porque anunciada com a autoridade, pois expulsava os demônios com ordem expressa e sem nenhuma técnica ou espetáculo, como faziam e fazem os falsos profetas. Com o Senhor, não há espetáculo, mas sua Palavra, isto, é Ele próprio com sua Palavra e Poder, pois a Deus basta dizer e tudo se faz...

 

Por isso, caros irmãos, nisto e somente nisto, imitemos os demônios que obedeciam a voz do Senhor e não queiramos ser piores que eles: “Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”.

 

Que o Senhor nos toque os ouvidos e pronuncie o seu Efhatá sobre nós; que abra nossos ouvidos e nos conceda, pela sua graça, o dom da obediência!!!

 

 

Autor: Prof. Pe. Mestre Samuel Pereira Viana Nascido em Duque de Caxias (RJ) e Ordenado Presbítero na Diocese de Santo Amaro. Mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

 

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