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Jogos de Azar

03.12.2016

Foto: WIX

 

Um amigo meu fez uma excursão às Cataratas do Iguaçu. À noite, ele e os membros de seu grupo receberam uma proposta: atravessar a Ponte da Amizade, para conhecer um Cassino no Paraguai. Um carro, do próprio Cassino, foi pegá-los no hotel. Gentileza da casa... Eles foram, viram, jogaram e perderam.

 

Quando retornavam para o lado brasileiro, esse meu amigo fez uma pergunta ao motorista que os conduzia: "Há quanto tempo você faz esse serviço?". A resposta saiu rápida: "Há cinco anos!". Nova pergunta: "Nesses cinco anos, você levou de volta para o hotel alguém que tenha ganhado muito dinheiro lá no Cassino?"  Tivesse perguntado se os marcianos também vão ao Cassino a pergunta não teria causado tanta surpresa ao condutor. "Alguém que ganhou muito dinheiro? Nunca!". Foi um "Nunca" arrastado, acentuado, num tom elevado.

 

Essa é a história que se repete em cada Cassino, de qualquer país. Ora, não bastassem os problemas que o Brasil enfrenta - preciso elencá-los? Problemas econômicos, sociais, políticos etc. -, querem agora, "a toque de caixa", e "na surdina da noite" (desculpem-me esses lugares comuns!), aprovar a legalização dos jogos de azar no Brasil. Sim, aí está, e em avançada tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, o PL 442/91 e o PLS 186/14.

 

A CNBB se posicionou contra esse projeto, numa nota de 16.11.16 - que pode ser encontrada facilmente na internet.

 

São muitos os argumentos defendidos pelos que defendem a legalização dos jogos de azar: aumentará a arrecadação de impostos, favorecerá a criação de novos postos de trabalho e contribuirá para tirar o Brasil da atual crise econômica. Tais defensores não se têm manifestado a respeito da possível associação dos jogos de azar com a lavagem de dinheiro e o crime organizado. 

 

Mais uma vez, o que se vê? "A falta de uma discussão aprofundada da questão e a indiferença de muitos, frente às graves consequências da legalização dos jogos de azar no Brasil." 

 

Está provado que o jogo de azar "traz consigo irreparáveis prejuízos morais, sociais e, particularmente, familiares". O Código Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde considera o jogo compulsivo uma doença. "As organizações que têm o jogo como negócio prosperam e seus proprietários, os "senhores do jogo", se tornam cada vez mais ricos. Nosso país não precisa disso!

 

É bom lembrar que a autorização dos jogos de azar não tornará esses jogos bons e honestos. Aliás, vale aqui a observação de Jesus: uma árvore má não pode dar frutos bons (cf. Mt 7,18). 

 

Manifeste-se, pois, aos Deputados Federais e aos Senadores. Peça-lhes, suplique-lhes e insista para que seu voto não seja um desprezo por nossas famílias e seus valores fundamentais.

 

Autor: Dom Murilo S.R. Krieger

Arcebispo de Salvador

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